Flávio cita informações “graves” e defende apuração de caso Master
Pré-candidato também disse confiar na relatoria do ministro André Mendonça

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou, por meio de nota divulgada por sua equipe, que acompanha “com atenção” as “graves” informações divulgadas pela imprensa envolvendo a operação da PF (Polícia Federal) desta quinta-feira (7) relacionada ao caso Master.
Segundo a manifestação, o parlamentar defende que as denúncias sejam apuradas “com rigor e transparência” pelas autoridades competentes, com respeito ao devido processo legal.
A nota também cita confiança na condução do caso pelo ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e afirma esperar uma ampla investigação sobre o tema.
“O senador Flávio Bolsonaro acompanha com atenção e considera graves as informações divulgadas pela imprensa. Entendemos que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal. Confiamos na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração”, consta na nota.
A PF realizou, nesta quinta, uma nova fase da Operação Compliance Zero. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas, é um dos alvos das autoridades.
Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro e equipe monitoram os desdobramentos da operação. A ideia, no momento, é distanciar Flávio de Ciro – o político do PP foi um dos principais caciques do centrão procurados pelo pré-candidato em busca de apoio partidário ao ser anunciado como o sucessor oficial do pai, mas a sigla nunca chegou a cravar que ficaria ao lado de Flávio.
O discurso é também de ressaltar que os achados da Polícia Federal têm mais relação com aspectos do mandato de senador de Ciro Nogueira do que da época dele enquanto ministro de Jair Bolsonaro.
O objetivo da operação da PF é aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Ao todo foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
De acordo com a PF, ainda foi realizado o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.
As investigações ainda apontam que Nogueira recebeu "vantagens indevidas" do ex-banqueiro e dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.
Em nota, a defesa de Ciro repudiou a operação e afirmou que o senador "não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados". De acordo com os advogados, o parlamentar está à disposição para prestar esclarecimentos.


