Flávio diz que será contra anistia sem Bolsonaro e cobra Alcolumbre
Senador defendeu anistia “ampla, geral, irrestrita e imediata” e disse que o Legislativo não pode ser “pisado” nem “humilhado” por Moraes

Durante manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que será contra qualquer projeto de anistia que não inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A anistia tem que ser ampla, geral, irrestrita. Presidente Hugo Motta (da Câmara; Republicanos-PB), presidente Davi Alcolumbre (do Senado; União Brasil-AP), com todo respeito, não existe meia anistia, não existe anistia criminal sem anistia eleitoral. A nossa constituição é muito clara. E não deixem que nosso Poder Legislativo seja mais uma vez pisado por Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal), humilhado por Alexandre de Moraes. Chegou a hora de finalmente ouvir o povo. A anistia só não pode ser concedida em quatro situações: terrorismo, tráfico de drogas, crimes hediondos e tortura”, disse o senador.
Flávio também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, comparando sua atuação a um novo atentado contra o pai. “Ontem fez sete anos que o meu pai levou uma facada de um ex-militante do PSOL, de extrema-esquerda, que não respeita quem pensa diferente. O que o Moraes faz com o meu pai é uma segunda facada na alma”, afirmou.
O senador acusou o ministro de “abusar do seu poder para prender uma pessoa inocente” e de agir “com requinte de crueldade, com vontade de humilhar um patriota, que é o Jair Bolsonaro”.
Sobre o julgamento no Supremo Tribunal Federal previsto para continuar esta semana, Flávio disse que “todo mundo já sabe o resultado”. “Aquilo não é um julgamento, é uma farsa, um teatro”, declarou.
Ele também afirmou que o pai não pretende fugir: “o Bolsonaro não vai pular muro, nem entrar em porta-malas de carro. Vai encarar de frente essa covardia para dar o exemplo, mais uma vez, de que não vai desistir do Brasil”.
Flávio encerrou o discurso agradecendo aos servidores da segurança pública pela manifestação pacífica e reforçou o apelo aos parlamentares: “não cedam essa pressão covarde de Moraes porque os senhores têm que entrar para a história por aqueles que pacificaram o país. Têm que entrar para história que ouviram a voz do povo, a voz das ruas, que respeitam a Constituição, que obedecem à nossa lei maior e que não são capachos de ministros do STF”.


