Flavio diz que Venezuela virou exemplo de como ditadura destrói nação
Declaração aconteceu após a operação militar dos Estados Unidos no país durante a madrugada deste sábado (3)

O senador Flavio Bolsonaro (PL) disse que a Venezuela se tornou "exemplo extremo" de como regimes autoritários podem destruir uma nação. A declaração aconteceu após a operação militar dos Estados Unidos no país durante a madrugada deste sábado (3).
"A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação. Sob os governos de Hugo Chávez e, posteriormente, do narcoterrorista Nicolás Maduro, o país enfrentou a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições democráticas, a perseguição à imprensa, a repressão à oposição e a eliminação da independência do Judiciário. Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países", escreveu ele no X.
E continuou: "O resultado é uma tragédia humanitária: colapso da economia, hiperinflação, desemprego em massa, desabastecimento de alimentos e medicamentos e mais de 7 milhões de venezuelanos obrigados a deixar sua terra para sobreviver. Hospitais em ruínas, violência crescente e pobreza fazem parte do cotidiano de um povo que já sofreu demais."
O pré-candidato a presidência da República disse ainda que esse ataque é "consequência direta de um projeto autoritário que destruiu a liberdade, corroeu a democracia e transformou uma das nações mais ricas da América Latina em sinônimo de sofrimento e desesperança".
Flavio também afirmou que o povo venezuelano resiste diante deste cenário. Veja a publicação completa:
A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação. Sob os governos de Hugo Chávez e, posteriormente, do narcoterrorista Nicolás Maduro, o país enfrentou a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições…
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 3, 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a captura do presidente, Nícolas Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de grande escala realizada em território venezuelano na madrugada de hoje.
O senador republicano Mike Lee afirmou conversar com o Secretário de Estado Marco Rubio, que a finalidade da operação militar e da captura foi justamente garantir que Maduro responda por esses crimes em solo americano.
Resposta a Lula
Após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenar o ataque dos Estados Unidos, o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, criticou a postura do mandatário.
"O pacifismo cínico é sempre a fantasia dos que praticam o terror, escravizando o seu povo em nome da soberania ou pretensa estabilidade", escreveu.
O pacifismo cínico é sempre a fantasia dos que praticam o terror, escravizando o seu povo em nome da soberania ou pretensa estabilidade.
Os assassinatos, a perseguição política, o abrigo seguro para FARC, Hezbollah, ELN e toda a escória do narcoterrorismo mundial parecem não… https://t.co/yq4AP7J6Fi
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) January 3, 2026
"Romper essa engrenagem exige coragem política", escreveu Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro também foi às redes sociais comemorar a captura de Maduro.
Ao publicar uma análise sobre o cenário da América Latina, Carlos afirmou que "o que se observa é a formação de uma teia continental: o tráfico de drogas garantindo recursos, regimes autoritários oferecendo proteção política e institucional, e articulações ideológicas fornecendo narrativa e legitimidade internacional".
"Romper essa engrenagem exige coragem política, transparência e cooperação internacional real - não alianças baseadas em conveniência ideológica. A defesa da liberdade na América Latina passa, necessariamente, por expor essas conexões, investigar sem seletividade e rejeitar qualquer forma de relativização do crime quando ele se disfarça de “projeto político", completou.
A América Latina vive há décadas sob a influência de uma rede de poder que ultrapassa fronteiras nacionais e combina ideologia, crime organizado e projetos de perpetuação no poder. No centro dessa engrenagem estão regimes autoritários, movimentos políticos articulados…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 3, 2026


