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    Fontes: Após veto, Congresso pressiona também por emendas não pagas em 2023

    Insatisfação dos parlamentares alcança recursos represados no ano passado, cujos valores chegariam a R$ 5 bilhões

    Segundo líderes ouvidos pela CNN, o corte nas emendas tem grandes chances de ser revertido
    Segundo líderes ouvidos pela CNN, o corte nas emendas tem grandes chances de ser revertido 12/12/2007REUTERS/Jamil Bittar

    Clarissa Oliveirada CNN São Paulo

    Amargada pelo veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às emendas de comissão previstas em 2024, a relação entre o Congresso e o Executivo será permeada também por outro foco de pressão: parlamentares querem aproveitar a polêmica sobre o corte de R$ 5,6 bilhões nas emendas de comissão para cobrar do Planalto o pagamento de verbas represadas de 2023.

    A cobrança se refere a aproximadamente mais R$ 5 bilhões, segundo fontes ouvidas pela CNN.

    Nos bastidores, líderes ouvidos pela CNN avaliam que o corte de R$ 5,6 bilhões nas emendas de comissão anunciado nesta semana ainda tem grandes chances de ser revertido. A expectativa, segundo líderes partidários, é que o governo acabe usando os recursos como moeda de troca em negociações estratégicas.

    O acordo firmado originalmente pelo Planalto com o Congresso era de que as emendas de comissão ficariam em R$ 11 bilhões, valor mantido após o veto anunciado nesta semana pelo presidente Lula. Mas há, segundo parlamentares, forte insatisfação na Câmara e no Senado com a forma como os acordos têm sido amarrados.

    Em geral, há queixas sobre a falta de diálogo com líderes partidários, nas conversas protagonizadas pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).