Forma de impedir radicalismos, diz Mourão sobre decreto que fecha Esplanada

A posição vai de encontro à avaliação de deputados aliados de Jair Bolsonaro, que classificaram o decreto como uma "censura"

Igor Gadelha, da CNN
Compartilhar matéria
https://www.youtube.com/watch?v=6bVkNTYqEwQ

O vice-presidente Hamilton Mourão manifestou apoio ao decreto editado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, proibindo manifestações na Esplanada dos Ministérios neste domingo (14). À CNN, o general avaliou que a medida é "uma forma de impedir radicalismos, desde que seja respeitada". 

      Leia mais:

Governo do DF eleva o tom contra manifestantes após ameaças ao governador

Acampamento pró-Bolsonaro é desmontado pelo governo do Distrito Federal

A posição vai de encontro à avaliação de deputados aliados de Jair Bolsonaro, que classificaram o decreto como uma "censura" e disseram estranhar o fato de Ibaneis ter editado a medida justamente no dia em que estavam previstas manifestações a favor do presidente na capital federal.

"É um absurdo. Ele proibiu, previamente, manifestação alegando que o conteúdo da manifestação é inconstitucional. Isso tem nome: censura estatal", afirmou à coluna o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), um dos mais próximos de Bolsonaro. "Reclamam tanto do regime militar, mas adoram desmandos autoritários", emendou.

Em entrevista à CNN, o secretário da Segurança Pública do DF, Anderson Torres, admitiu que o decreto foi motivado não só por críticas ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, como por ameaças ao governador, alvo de ataques de apoiadores de Bolsonaro após mandar desmontar um acampamento deles neste sábado (13), em Brasília.