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    Gaza: Itamaraty monitora situação de 20 brasileiros em meio à escalada da ofensiva de Israel

    Governo brasileiro divulgou comunicado em que chama de “massacre” os ataques recentes feitos pelas forças israelenses

    Jussara SoaresLeonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    Em meio a ofensiva de Israel, a representação do Brasil na Palestina segue prestando apoio a 20 pessoas na Faixa de Gaza, entre brasileiros e familiares. Parte do grupo já tem a autorização para cruzar a passagem de Rafah, mas não saiu por razões diversas.

    Nesta sexta-feira (1º), o governo brasileiro chamou de “massacre” as mortes de civis enquanto tentavam pegar comida de um comboio de ajuda humanitária em Gaza, e fez duras críticas ao governo israelense de Benjamin Netanyahu.

    Os deslocamentos na região se tornaram mais difíceis, sobretudo, por conta da segurança.

    Das 20 pessoas que estão recebendo assistência do Itamaraty, 11 são brasileiras, entre elas oito crianças. Os demais são palestinos em processo de imigração. Do total:

    • 6 estão em Gaza City;
    • 7 em Nuseyrat;
    • 5 em Rafah;
    • 2 em Khan Younes.

    “[Continuamos] da mesma forma, enviando recursos. Mas os preços estão altíssimos. Não há mais ninguém em casas alugadas por nós, saíram todos. Os que permanecem estão com suas famílias. O importante é que nenhum brasileiro morreu nessa guerra, e conseguimos salvá-los também da crise humanitária até o momento”, disse à CNN o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas.

    Comunicado

    Pelo menos 112 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em Gaza depois que as forças de Israel abriram fogo enquanto civis palestinos esperavam por comida, de acordo com o Ministério da Saúde palestino em Gaza.

    Em comunicado divulgado nesta sexta, o Itamaraty afirmou que “trata-se de uma situação intolerável, que vai muito além da necessária apuração de responsabilidades pelos mortos e feridos de ontem”.

    O governo brasileiro aponta que as aglomerações em torno do comboio de ajuda “demonstram a situação desesperadora a que está submetida a população civil da Faixa de Gaza e as dificuldades para obtenção de alimentos no território”.