Gilmar fala em “confiança” em Hugo e Alcolumbre para barrar anistia

Decano do STF defendeu que proposta em discussão na Câmara é “ilegítima e inconstitucional” e que espera “respeito à institucionalidade” de presidentes das casas do Congresso

Stêvão Limana, da CNN, São Paulo
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes após evento do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em São Paulo, 15 de setembro de 2025
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes após evento do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em São Paulo, 15 de setembro de 2025  • CNN
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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta segunda-feira (15) ter “confiança” nos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a proposta de anistia em tramitação no Congresso não avance.

“Temos um diálogo muito profícuo, respeitoso e efetivo com o presidente Hugo Motta e o presidente Davi, e temos toda a confiança neles. […] Temos confiança no respeito à institucionalidade”, disse o ministro.

A proposta de anistia em debate entre deputados prevê perdão a condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto tem sido alvo de críticas do Supremo, que julga os envolvidos como responsáveis por tentativa de golpe de Estado e outros crimes contra a democracia.

Gilmar Mendes reforçou que, na avaliação dele, a iniciativa não tem sustentação jurídica.

“Estou convicto de que ela (anistia) é ilegítima e inconstitucional, porque de fato se trata de um crime contra a democracia, uma lesão grave a uma cláusula pétrea do texto constitucional”, afirmou.

A votação do projeto ainda não foi marcada na Câmara dos Deputados, mas líderes partidários discutem a possibilidade de pautar o tema ainda em setembro.