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    Eleições 2022

    Gilmar Mendes manda ministro da Justiça explicar operações policiais no 2º turno

    Anderson Torres tem prazo de três horas para prestar esclarecimentos sobre ações da pasta; PSB alega que medidas beneficiam campanha de Bolsonaro à reeleição

    Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jr./SCO/STF

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou neste sábado (29) o ministro da Justiça, Anderson Torres, a prestar esclarecimentos sobre a realização de operações policiais durante o segundo turno das eleições que, supostamente, beneficiariam a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição.

    Mendes deu prazo de três horas para que Torres preste esclarecimentos. A decisão atende a uma ação apresentada pelo PSB, que integra a coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alega que “na última semana que antecede o segundo turno o uso da máquina estatal foi claramente intensificado com o objetivo de causar prejuízo ao processo eleitoral”.

    O ministro do STF considerou, em sua decisão, que o “potencial intimidatório” das operações lideradas pelo Ministério da Justiça não “parece ser mera ilação”.

    Na denúncia, o PSB cita uma publicação feita por Torres em suas redes sociais neste sábado na qual o ministro diz que uma operação integra “10 mil policiais federais” e “cerca de 500 mil agentes das forças de segurança estaduais, em prol de eleições limpas e seguras”.

    “Ontem, já apreendemos quase 5 milhões de reais em dinheiro”, afirma o tuíte. A publicação foi reproduzida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, segundo o PSB.

    O partido pede que o Ministério da Justiça e os órgãos de segurança pública dos estados se “abstenham de adotar quaisquer medidas que afetem a imparcialidade estatal e a higidez do processo eleitoral”.

    A CNN entrou em contato com o Ministério da Justiça sobre a decisão e aguarda uma resposta.

    Moraes proíbe operações da PF e PRF

    Neste sábado (29), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, proibiu a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de realizar operações envolvendo o transporte público disponibilizado a eleitores, seja ele gratuito ou não.

    A decisão se baseia no suposto uso político das corporações para gerar fatos que beneficiem a candidatura de Bolsonaro e prejudiquem a de Lula.

    O pedido foi apresentado pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), após notícias de que as polícias estariam realizando operações especiais em estradas, o que no dia das eleições poderia prejudicar a locomoção de eleitores até o local de votação.

    Fotos: O último debate do segundo turno