Glauber acusa Câmara de ser dócil com golpistas e porrada para quem resiste

Parlamentar, retirado à força do lugar de Hugo Motta, afirma que na ocupação feita pela oposição em agosto “prevaleceu a negociação”

Manoela Carlucci e Mateus Salomão, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
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Após ser retirado da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados à força nesta terça-feira (9), o deputado Glauber Braga (PSOL) criticou a forma como foi tratado pelos policiais legislativos.

O parlamentar comparou seu ato com a ocupação realizada por deputados e senadores bolsonaristas em agosto deste ano, que tomaram os plenários do Congresso Nacional quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Ali [quando os apoiadores de Bolsonaro ocuparam as cadeiras] sobrou negociação e em nenhum momento foi cogitada a retirada à força. O que está acontecendo é uma ofensiva golpista", disse Glauber em entrevista coletiva.

"E a que preço Hugo Motta precisava disso aqui? [Mandar a Polícia Legislativa] Precisava atacar as deputadas? Precisava de uma ação forçada? Com os golpistas que sequestraram a mesa sobrou docilidade. Agora com quem não entra no jogo deles é porrada", completou.

O parlamentar decidiu ocupar a Mesa como forma de protesto à decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que pautou o seu processo de cassação para a próxima quarta-feira (10).

O parlamentar classificou o ocorrido como “uma ofensiva golpista”.

“Minha presença hoje na mesa diretora da Câmara foi exatamente para mostrar que a gente não pode se render”, completou.