Governador de SC reprime cotas para outras regiões em universidade pública
Em suas redes sociais, Jorginho Mello (PL) publicou um vídeo questionando a faculdade: “Já vou avisando que não concordo”

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou não concordar com as cotas destinadas para alunos de outras regiões do país, divulgadas no edital da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina).
“É só o que falta, dinheiro do catarinense ter cota para quem é de fora. Já não basta a gente mandar o nosso dinheiro para Brasília e voltar uma migalha? Já vou avisando que não concordo. Nós não vamos aceitar esse absurdo com o dinheiro do catarinense”, disse o governador em um vídeo publicado em suas redes sociais na última quarta-feira (1º).
O edital nº 050/2024 se refere à seleção de alunos de mestrado e doutorado no curso de Música no Ceart (Centro de Artes, Design e Moda) da Udesc, com início em janeiro deste ano.
O documento indica que a Udesc oferece quatro vagas para ampla concorrência, três vagas para estudantes pretos ou pardos, duas vagas para pessoas indígenas, quilombolas, transsexuais ou com deficiência e por fim, uma vaga para alunos já graduados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Mello afirmou em seu vídeo que entrou em contato com o reitor da instituição: “Por isso, eu oficiei o reitor da universidade para entender se isso é realmente verdade. Espero que não seja”.
Na mesma data da publicação do governador, a faculdade lançou uma nota sobre a vaga de pós-graduação, que pode ser acessada no site da instituição de ensino. “Essa prática não corresponde a uma política institucional da Udesc e não deverá constar em futuros processos seletivos da Universidade”.
“É importante reforçar que a Udesc é, essencialmente, uma universidade catarinense: dos mais de 12 mil alunos matriculados, cerca de 67% nasceram em Santa Catarina e, quando considerados também os residentes no estado, esse percentual se aproxima de 80%. Portanto, quatro em cada cinco estudantes da universidade são catarinenses, valorizando também a cooperação acadêmica nacional e internacional”, completou a universidade.
*Sob supervisão de Renata Souza


