Governadores não acham certo vacinação começar apenas por São Paulo

Mais de 15 chefes de Executivo federais se reúnem com ministro da Saúde e da Casa Civil para discutir vacina

Ilustração com frascos de vacina contra Covid-19
Ilustração com frascos de vacina contra Covid-19 Foto: Dado Ruvic/Reuters (5.dez.2020)

Natalia André, da CNN em Brasília

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Mais de 15 governadores estão reunidos com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, nesta terça-feira (8) para pressionar o governo federal a comprar várias vacinas contra o novo coronavírus.

O governo tem exibido preferência pelas candidatas da Universidade de Oxford e do Covax Facility, a aliança de países da OMS.

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Na visão dos governadores, não é certo que o governo estadual de São Paulo comece a vacinar a sua população em janeiro, enquanto o Ministério da Saúde entrega o Plano Nacional de Imunização para março.

O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), disse que também não faz sentido o Brasil ignorar o fato de que o Reino Unido já começou a imunizar nesta terça-feira (8). Por lá, a vacina escolhida foi a da Pfizer, que o ministério de Pazuello afirmou, ontem (7), ter o interesse em comprar 70 milhões de doses.

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, reforçou que a questão da vacina não pode ser motivo de disputa política. “O governo federal precisa liderar esse processo. Não pode cada estado começar a vacinar a sua população. É o Ministério da Saúde que precisa fazer um cronograma e um planejamento de distribuição”, concluiu.

O presidente do Consórcio Nordeste e coordenador da temática de vacina do Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT), do Piauí, disse que o Brasil tem condições de começar a vacinar em janeiro e concluir o processo já em abril. Mas, para isso, precisa estar unido.

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