Governistas e oposição reagem ao indiciamento de Bolsonaro e Eduardo

Lideranças partidárias se manifestam a respeito do indiciamento do ex-presidente e também repercutem a busca e apreensão feita contra o pastor Silas Malafaia

Taísa Medeiros, da CNN, Brasília
Compartilhar matéria

Parlamentares governistas e da oposição reagem, na noite desta quarta-feira (20), ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, publicou seu posicionamento na rede social X, e afirmou que Jair Bolsonaro demonstra “desprezo pela ordem legal e constitucional”.

“Essa iniciativa evidencia a intenção de se evadir do alcance da Justiça brasileira, ao mesmo tempo em que reforça a consciência da gravidade das acusações que pesam contra ele. O planejamento de fuga para outro país é um sinal inequívoco de quem tenta escapar das consequências jurídicas de seus próprios atos, em mais uma demonstração de desprezo pela ordem legal e constitucional”, escreveu, referindo-se às mensagens citadas no relatório da Polícia Federal (PF) que indicavam o planejamento de fuga e um pedido de asilo político à Argentina por parte do ex-presidente

Lindbergh enfatiza, ainda, a necessidade de “firmeza institucional” para garantir que ambos respondam pelos crimes.

Do lado da oposição, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, publicou uma fotografia do pastor Silas Malafaia, com os dizeres “Somos todos Malafaia”.

O relatório da PF aponta que Malafaia, em conjunto com Eduardo e Jair Bolsonaro, buscou coagir membros do Judiciário e parlamentares "aos anseios do grupo criminoso".

Sóstenes defende Malafaia alegando que ele é “um líder religioso, que nunca se escondeu, sendo tratado como criminoso”. “Mesmo com residência fixa, endereço público e pregando semanalmente em suas igrejas por todo o Brasil, Malafaia foi alvo de constrangimento ao lado da esposa”, argumentou.