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    “Governo extremista de Israel é quem promove massacre, não a comunidade judaica”, diz Silvio Almeida

    Ministro dos Direitos Humanos saiu em defesa do presidente da República depois de declaração que gerou conflito com governo israelense

    Silvio Almeida esteve com Lula na viagem pela Etiópia
    Silvio Almeida esteve com Lula na viagem pela Etiópia Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Manoela Carluccida CNN*

    São Paulo

    O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, defendeu nesta terça-feira (20) a fala do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou os ataques de Israel em Gaza ao Holocausto ao fazer comentários sobre o conflito no Oriente Médio.

    Silvio Almeida acompanhou Lula na viagem pela Etiópia, onde ele fez a declaração, e afirmou nas redes sociais que em nenhum momento o presidente “manifestou-se contra o povo de Israel e contra a comunidade judaica”.

    “Pelo contrário: Lula se indigna contra a ação desproporcional e assassina de um governo que, inclusive, passa a ser questionado por outros membros da comunidade internacional”, escreveu o ministro.

    “É importante que se frise o seguinte: é o governo extremista de Israel quem promove o massacre, e não a comunidade judaica, como os oportunistas e semeadores do ódio de dentro e de fora do Brasil tentam fazer parecer”, acrescentou Silvio Almeida.

    Além disso, o ministro disse acreditar que com o discurso, Lula usou de sua voz e autoridade para que toda a comunidade internacional “olhe pelo povo palestino no exato momento em que o governo israelense ameaça invadir a cidade de Rafah por terra”.

    “Nada pode ser mais urgente do que interromper as manifestas violações ao direito humanitário e nada, absolutamente nada, pode nos indignar mais do que a situação pelas quais passam as pessoas – todas as pessoas, sem exceção – afetadas por esta violência”, completou.

    A declaração de Lula gerou conflito diplomático com o governo de Israel, que o considerou como “persona non grata” até que haja uma retratação.

    Durante a tarde da última segunda-feira (19), após repercussão da fala, o governo brasileiro decidiu trazer de volta ao país o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer.

    *Sob supervisão de Marcelo Freire