Damares Alves anuncia a entrega de 323 mil cestas básicas em áreas indígenas

Além das cestas básicas, o Governo disponibilizará 6,3 mil testes rápidos e distribuirá um milhão de máscaras e luvas para a saúde indígena

Da CNN, em São Paulo

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A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, detalhou as medidas de ajuda à população vulnerável nesta segunda-feira (13), em entrevista à CNN. “São inúmeras iniciativas para alcançar os povos de comunidades tradicionais. Mas há um foco maior na comunidade indígena”, afirmou. 

Entre as medidas anunciadas, estão a suspensão do acesso às terras indígenas, a distribuição de um milhão de máscaras e luvas à saúde indígena e a entrega de 323 mil cestas básicas em áreas indígenas e quilombolas. Também serão disponibilizados 6,3 mil testes rápidos para aldeias, além da distribuição de material em 274 línguas em todos os distritos da Funai.

Na manhã desta segunda-feira, a ministra esteve presente no lançamento do projeto Brasil Acolhedor, que auxiliará, durante a pandemia do novo coronavírus, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência e idosos que vivem em lares permanentes.

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Damares destacou as ações realizadas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), ressaltando que as primeiras recomendações de restrição de acesso às áreas indígenas foram feitas ainda no primeiro trimestre. Em relação à segurança alimentar, a ministra afirmou que o governo entregará mais de 300 mil cestas básicas. 

“Todas as aldeias, inclusive as comunidades isoladas, serão alcançadas com os atendimentos neste momento”, afirmou a ministra. 

Questionada sobre a ação ilegal de madeireiros em regiões indígenas, a ministra afirmou que existe uma força tarefa para tratar dessa questão. “A superintendência da Polícia Federal, os governos Estaduais, a Funai e as Forças Armadas estão estudando estratégias para que essas comunidades se mantenham isoladas”, complementou.

Sobre a proibição da realização de cultos devido à pandemia do novo coronavírus, Damares entende que isso é necessário para evitar aglomerações. Contudo, ela apoia a abertura dos templos para prestação de socorro e assistência pastoral. “Nesse tempo de coronavírus, isso é necessário. [O templo aberto] para que as pessoas possam buscar socorro, nós entendemos que isso é possível”, disse. 

Como recomendação às mulheres que sofrem violência doméstica, Damares encorajou a realização da denúncia. “Você não é obrigada a ficar no mesmo teto que um agressor”, ressaltou. “A rede de proteção [contra a violência] está em pleno funcionamento. Não se omita, nos procure, ligue e busque ajuda”. 

Em relação ao isolamento social, a ministra concorda com o presidente Jair Bolsonaro. “Temos que ter o isolamento dos mais vulneráveis”, conclui.

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