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    Governo precisa cortar gastos populistas para manter desoneração, diz Rogério Marinho à CNN

    Ao se referir ao ministro Fernando Haddad, líder da oposição no Senado diz que "o piloto sumiu" e aponta tropeços da Fazenda no projeto da desoneração; assista à íntegra do CNN Entrevistas neste sábado, às 18h30

    Basília RodriguesCarol Rositoda CNN Brasília

    O líder de oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), cobrou cortes do governo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de garantir recursos para a continuidade da desoneração de impostos de setores da economia.

    “O que o governo precisa fazer é o seguinte: cortar gastos populistas. O PAC já gerou problemas ao país”, disse. “Corta PAC, (faz) reforma administrativa, corta super salários”, afirmou Marinho ao CNN Entrevistas.

    Nesta semana, o Congresso devolveu a MP proposta pelo governo que acabava com o uso cruzado de créditos do PIS/Cofins, como medida compensatória à desoneração.

    No mesmo dia, Haddad afirmou que não havia “plano B” e que a responsabilidade para manter as contas equilibradas também caberia ao Congresso. Na quinta-feira, o ministro disse que da parte do governo haverá mais corte de despesas.

    Para Marinho, falta comando. “Apertem os cintos, o piloto sumiu. Estamos sem comando na economia. A previsão orçamentária existe. A decisão do Zanin, na minha opinião, não se sustenta”, disse sobre decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a desoneração.

    Marinho também lançou suspeitas sobre a escolha do governo para o novo comando do Banco Central, no fim deste ano.

    “Temos muito receio sobre o que vai acontecer com o novo presidente do BC, se voltar o [Alexandre] Tombini, literalmente, apertem o cinto pra valer”, disse.

    Furador de teto

    Marinho, quando ministro do Desenvolvimento Regional do governo Jair Bolsonaro, travou disputa com o então ministro da Economia, Paulo Guedes, pela decisão quanto ao uso dos recursos públicos.

    Na época, Marinho defendeu a utilização do dinheiro de precatórios para fomentar um programa social com o carimbo de Bolsonaro, o Renda Cidadã, que substituiria o Bolsa Família, marca registrada dos governos petistas.

    “Despreparado, desleal, furador de teto”, disse Guedes à imprensa sobre Marinho, na porta do ministério, em 2020.

    Ao CNN Entrevistas, Marinho afirma que não ficaram mágoas. “Qualquer governo tem dificuldades internas. Quem cuida do cofre e quem quer gastar. O temperamento de Guedes sempre foi mercurial. Você nunca viu posicionamento meu sobre isso. Nunca falei nada, porque nosso objetivo era fazer o melhor pelo país. eu fazia minha parte”, disse.

    Acompanhe a íntegra do CNN Entrevistas neste sábado, às 18h30.