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    Governo tenta formar maioria para neutralizar comissão bolsonarista na Câmara

    Presidente do colegiado, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) é uma das mais próximas aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional

    Caio Junqueira

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta compor maioria na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para neutralizar a condução da presidente do colegiado, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das mais próximas aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.

    Dos 22 integrantes do colegiado, os partidos já indicaram 18 integrantes, dos quais sete são dados pelo próprio governo como oposicionistas ferrenhos. A oposição diz que conseguirá chegar a pelo menos dez votos, informação contestada pelos governistas.

    “Teremos maioria”, disse à CNN o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR).

    O receio do governo era que o colegiado virasse um “bunker” bolsonarista no Congresso.

    À CNN, a presidente da comissão, Bia Kicis, disse que o foco de sua gestão será apurar a condução dos fundos de pensão, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e eventuais desvios de finalidade de ministérios.

    “Há casos que estão no meu radar como os fundos de pensão. O governo indicou um sindicalista para a Previ [Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil]. É fundamental entrar nesse tema. Estamos sendo procurados por entidades ligadas ao banco. A gestão do BNDES também será outro foco de atuação”, afirmou.