"Há malversação de parte desses recursos", diz diretor da PF sobre emendas

Após nona fase da Overclean, Andrei Rodrigues afirmou à CNN Brasil que a Polícia Federal fará quantas operações forem necessárias para concluir as investigações

Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília
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O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (13) que parte das emendas parlamentares seguem sendo mal administradas e desviadas.  

Segundo Andrei, a Polícia Federal tem o dever legal de apurar irregularidades nos recursos e fará “quantas operações forem necessárias” para ter as investigações concluídas e "mostrar a todos que é preciso ter respeito ao recurso público”.  

O diretor-geral da PF afirmou, porém, que é importante não haver uma criminalização da política.  

“As emendas parlamentares são um instrumento legal, legitimo, previsto na Constituição e precisam ser respeitadas, porque ela é parte do sistema democrático e da atividade política partidária. Mas há, sim, malversação de parte desses recursos, nem sempre implicando parlamentares, e que nós temos o dever legal [de investigar]”, ressaltou.  

Andrei citou ainda que as operações recentemente deflagradas são feitas “independentemente de estatura social, política, econômica ou campo partidário” dos alvos, já que a PF atua com autonomia nas suas apurações.  

Nesta terça, a PF realizou a nona fase da operação Overclean, que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. 

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal. O deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) foi um dos alvos.  

Segundo apurou a CNN Brasil, a investigação aponta que o parlamentar participou ativamente do esquema criminoso. De acordo com os investigadores, ele utilizava o então secretário parlamentar, Marcelo Chaves (alvo da quarta fase da operação), como intermediário.