Haddad diz que Bolsonaro "nem foi julgado ainda e já está pedindo anistia"

Ministro da Fazenda declarou também que ex-presidente "está sempre fugindo do debate"

Lucas Schroeder e Alice Groth, da CNN, São Paulo e Brasília
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Em discurso durante evento no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (30), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na ocasião, Haddad relembrou o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba e traçou um paralelo com o ex-mandatário.

"O senhor [Lula] nunca pediu anistia, nunca pediu perdão, nunca pediu nada disso. O senhor teve a dignidade de falar para todos nós, que tínhamos o privilégio de ter acesso ao senhor, de pedir justiça, pedir para ser julgado com base nas provas que tinham sido apresentadas. Esse [Bolsonaro] nem foi julgado ainda e já tá pedindo perdão, pedindo anistia, correndo, como sempre corre do debate", declarou o chefe da Fazenda na cerimônia de lançamento do Plano Safra para agricultura familiar.

Em seguida, Haddad alegou que está desde a campanha presidencial de 2018, na qual foi o candidato do PT após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir a candidatura de Lula, aguardando um debate com Bolsonaro.

"Desde 2018, eu estou esperando esse homem para fazer um debate com ele, que está sempre fugindo do debate. [Ele] Se esconde nas redes sociais e hoje veio, mais uma vez, fazer uma coisa que raramente ele faz, que é mentir", ironizou o ministro.

Haddad se referiu a uma publicação feita mais cedo por Bolsonaro nas em seu perfil no X (antigo Twitter). Nela, o ex-presidente compartilha uma mensagem escrita pelo deputado federal Filipe Barros (PL-PR), na qual o parlamentar afirma que o governo tem dificultado o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O BPC é um tipo de aposentadoria paga a idosos muito pobres e pessoas com deficiência (PCDs).