Hugo Motta diz que governo avalia urgência para Imposto Seletivo

Durante almoço na Frente Parlamentar de Empreendedorismo, presidente da Câmara também comentou que debate sobre escala 6x1 não será atropelado

Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, em Brasília
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (17) que o governo avalia enviar um projeto de lei com urgência para definir as alíquotas do Imposto Seletivo. O deputado  afirmou ainda que o debate sobre o fim da escala 6x1 não será conduzido de forma “atropelada” e “sem medir as consequências”. As declarações foram feitas durante almoço na Frente Parlamentar de Empreendedorismo.

Sobre o imposto seletivo, Hugo afirmou que o governo ainda define o formato da proposta. “Com relação ao imposto seletivo, eu entrei no mês de janeiro em contato com os representantes do Ministério da Fazenda e eles estão decidindo como é que será essa questão do Imposto Seletivo”.

De acordo com ele, há duas possibilidades em análise. “Eles tem lá duas opções postas: com o projeto de lei com urgência trazendo as alíquotas dos setores ou uma MP que vem aí no final do primeiro semestre para que passado o período eleitoral nós tenhamos condições de deliberar sobre essas alíquotas", declarou.

Hugo também relatou conversas com o Ministério da Fazenda sobre a construção da proposta.

“A ideia inicial do governo - isso está sendo gestado, eu conversei com o secretario Dario Durigan - é fazer uma conversa com os setores impactados para que como o governo tem esse ano uma tranquilidade orçamentária se faça uma discussão mantendo as alíquotas hoje aplicadas e se discutindo a questão futura", disse.

Ainda segundo o presidente da Câmara, o governo deve avançar na articulação política. “Isso esta sendo gestado pelo governo, eles devem procurar ainda no primeiro semestre os lideres para combinar como será esse cronograma”.

Já sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho, Motta defendeu cautela na tramitação da PEC que trata do fim da escala 6x1. “Com relação à PEC 6x1, começo dizendo que todo o setor aqui representado deve primeiramente, por mais complexo que seja o tem, se sentir satisfeito pelo formato dado pelo presidente da Câmara para a discussão dessa matéria.”

O presidente da Câmara afirmou que o formato escolhido exige maior consenso.

“Todos sabem que se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos representados na Casa que não teria sido de Proposta de Emenda à Constituição.” E acrescentou: “Nós temos sim como avançar nesse debate para que a melhor decisão seja tomada pelo Congresso", informou.

Para Motta, a tramitação via PEC impõe negociação entre os parlamentares. “O governo entendeu que o melhor jeito de tramitar é por meio de uma PEC.” E completou: “A PEC obrigada a encontrar um consenso. Se não houver consenso, não é aprovado.”

Motta também enfatizou a necessidade de avaliar impactos econômicos. “O que nós temos que entender é como o país vai absorver a redução da jornada.”

Por fim, defendeu que o tema não seja tratado com pressa.

“Nós estamos em ano eleitoral, não vamos conduzir esse debate de forma atropelada, descompromissada, sem medir as consequências", destacou.

“Eu penso que é justo e que é natural querer discutir uma redução da jornada de trabalho", completou.

FPE entrega lista de prioridades para 2026

Durante o evento, a FPE entregou para Hugo uma lista de pautas prioritárias para 2026.

Dentre as propostas, estão projetos com foco no combate ao crime organizado, como PL 2646/2025, que tipifica condutas envolvendo organizações criminosas infiltradas na economia e cria medidas de repressão focadas na infiltração econômica; e o PL 2147/2025, que propõe a transferência de recursos do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) para investimentos em tecnologias de monitoramento das fronteiras brasileiras.

A frente também defendeu a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Reforma Administrativa e de uma política nacional para a exploração de minerais críticos no país.

No contexto da escalada de tensão no Oriente Médio e a alta no preço do petróleo, a FPE ainda pediu pela extensão das medidas anunciadas pelo governo federal para controlar o preço dos combustíveis.

Na última semana, o Executivo editou MP (medida provisória) que zerou os tributos PIS e Cofins sobre o diesel para reduzir o impacto sobre os consumidores. A FPE solicitou a extensão do benefício a outros combustíveis.