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    Ida de Bolsonaro para o PL deve levar até 26 deputados do PSL

    Entre os novos integrantes do PL estão, por exemplo, o filho 01 do presidente, senador Flávio Bolsonaro, hoje no Patriota; nesta quarta-feira (10), ele participou de reunião com a bancada de senadores da legenda

    Leandro Resende

    A ida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o PL deve arrastar até 26 deputados do PSL, legenda pela qual ele fora eleito em 2018. A estimativa foi feita por deputados federais bolsonaristas que compõem a tropa de choque do presidente.

    Entre os novos integrantes do PL estão, por exemplo, o filho 01 do presidente, senador Flávio Bolsonaro, hoje no Patriota. Nesta quarta-feira (10) ele participou de reunião com a bancada de senadores da legenda.

    A ida de Flávio Bolsonaro colocará os três senadores do Rio no PL: Carlos Portinho, líder da bancada, e Romário, outros dois representantes fluminenses, já estão na legenda.

    Além de Flávio, Eduardo Bolsonaro também afirmou a deputados ouvidos pela CNN que irá para o PL. Da parte com mandato do clã, quem não irá para a legenda agora é o vereador carioca Carlos Bolsonaro, que é do Republicanos. Nesta semana ele apagou de suas redes sociais postagens com críticas ao cacique da nova legenda do pai, Valdemar Costa Neto.

    Mais deputados

    Além de até 26 deputados do PSL, os bolsonaristas preveem que pelo menos outros três deputados com mandato, espalhados por outras legendas, também irão seguir o presidente para o PL.

    O que prende alguns parlamentares são as composições do partido em alguns estados. Em São Paulo, por exemplo, há um compromisso do PL em apoiar Rodrigo Garcia ao governo do estado, fato que desagrada ao presidente Jair Bolsonaro, interessado em outro nome.

    Deputados do PSL que ainda não bateram o martelo sobre ir ou não para o PL afirmaram à CNN que esperam uma definição sobre qual candidato o União Brasil, partido criado a partir da união de PSL e DEM, irá apoiar nas eleições de 2022. Aguardam, também, uma solução sobre a formação de diretórios estaduais.

    A avaliação é de que o partido ainda está procurando um nome para servir de candidatura de terceira via ao pleito presidencial, como alternativa a Bolsonaro e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Para esses deputados, que querem apoiar o atual presidente, uma posição de adesão a uma outra candidatura no primeiro turno poderá provocar um segundo momento de debandada da legenda, já no ano que vem.

    A CNN procurou Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro e até o momento não obteve as respostas.