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    “Ideal é tentar um tratamento clínico”, diz cirurgião sobre caso de Bolsonaro

    Presidente foi internado em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (3), com quadro de obstrução intestinal

    Anna Gabriela CostaJuliana Alvesda CNN

    em São Paulo

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) deu entrada no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (3), apresentando um quadro de obstrução intestinal. Em entrevista à CNN, o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Beneficência Portuguesa Alexandre Sakano afirmou que o ideal, neste momento, é que uma nova cirurgia seja evitada.

    Para o médico – que não faz parte da equipe que cuida da saúde do presidente –  o cenário ideal consiste no tratamento clínico, considerando que Bolsonaro já passou por quatro cirurgias sistema digestivo.

    “Toda vez que  se faz uma cirurgia abdominal, toda vez que abre o abdômen, se formam aderências lá dentro, os órgãos são normalmente soltos, têm uma mobilidade, se movem. Quando faz qualquer tipo de cirurgia, eles ficam muito colados”, explicou o cirurgião.

    “Uma nova cirurgia é difícil pelo fato de ele já ter feito outras, isso traz mais dificuldade técnicas, mais cicatrizes. O ideal é tentar um tratamento clínico e não alterar, normalmente tenta passar uma sonda pelo nariz, que chega até o nariz e esvazia o estômago, e fazer com que o intestino relaxado consiga esvaziar”, complementou Sakano.

    Segundo o boletim médico assinado pela equipe de Antônio Luiz Macedo, o presidente será reavaliado ainda nesta segunda e não há previsão de alta.

    Esta é a segunda internação com os mesmos sintomas desde que Bolsonaro foi atingido pela facada em Juiz de Fora (MG) durante campanha eleitoral em 2018. Desde a data, o presidente já passou por quatro cirurgias.

    Bolsonaro foi internado pela última vez em 14 de julho de 2021 para tratar um quadro de suboclusão intestinal. Ele teve alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo (SP), quatro dias depois.

    ” O ideal é passar uma sonda pelo nariz, antes do ponto da obstrução, se isso funcionar ótimo, se não funcionar, uma situação extrema seria operar de novo. Em geral tentamos aguardar o máximo, tentamos sempre esperar e aguardar essa melhora. Se houver uma piora clinica, a cirurgia é indicada, mas não é uma emergência”, comentou o cirurgião Alexandre Sakano à CNN.