‘Importante confirmar fatos com documentos’, diz Tebet sobre caso Covaxin

Em resposta à senadora, o deputado Luis Miranda revelou que Jair Bolsonaro mencionou Ricardo Barros ao saber sobre as supostas irregularidades na compra da Cova

Jorge Fernando Rodrigues e Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN neste sábado (26), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que a CPI da Pandemia entra numa nova fase a partir dos depoimentos do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda. Para Tebet, agora é importante confirmar os fatos revelados com documentos para montar o que chamou de “quebra-cabeça”.

“Não temos quem são as pessoas envolvidas e nem por quais motivos fizeram isso. Confio no presidente da comissão, senador Omar Aziz, e nos outros senadores, que chamarão os outros para depor e compor esse mosaico. Temos todas as peças desse quebra-cabeça e temos a fotografia. Agora, devemos juntar esse quebra-cabeça e isso depende da oitiva das pessoas mencionadas”, disse.

Segundo ela, não há necessidade de acareação dos fatos apresentados pelos irmãos Miranda com o presidente Bolsonaro uma vez que o próprio governo admitiu, a partir do pronunciamento do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, que o presidente conversou com o deputado e seu irmão.

Para a senadora, a revelação de um nome como Ricardo Barros “tão ligado ao governo federal”, feita após sua pergunta a Luis Miranda, foi considerada “um grande susto”. “Agora é hora de ouvirmos com serenidade o líder do governo”.

Senadora Simone Tebet (MDB - MS)
Senadora Simone Tebet (MDB – MS) – 26 de junho de 2021
Foto: Reprodução / CNN

 

Ao término da sessão, que durou cerca de sete horas, o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a CPI da Pandemia vai discutir na próxima semana se notifica o STF sobre possível prevaricação de Bolsonaro — segundo Miranda, o presidente sabia das irregularidades do contrato com a Covaxin.

No entanto, para a senadora, que não faz parte da comissão, mas tem sido presença cativa nas sessões, antes de se analisar a prevaricação deve-se ouvir todos os servidores e pessoas apontadas pelos irmãos Miranda que teriam pressionado pela assinatura da nota fiscal das vacinas e também realizar uma nova oitiva do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

“Cabe, antes da prevaricação, tentarmos entender os fatos e ouvirmos todos os servidores e pessoas que foram apontadas e teriam pressionado o servidor. A figura-chave para responder é o ministro Pazuello. É ele quem vai dizer se foi chamados e se deu retorno ao presidente”, disse.

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