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    Indígena detido pela PF já foi preso por tráfico de drogas em 2008

    A prisão do cacique José Acácio Serere Xavante após decisão do STF nesta segunda-feira (12) motivou os protestos e atos de vandalismo em Brasília

    Da CNN

    em São Paulo

    O pastor indígena José Acácio Serere Xavante, preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (12) após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, já havia sido detido por tráfico de drogas em 2008. A informação foi divulgada em primeira mão pelo portal Metrópoles e confirmada pela âncora da CNN Daniela Lima.

    José Acácio foi preso por portar papelotes de cocaína e condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

    Em 2009, o Superior Tribunal de Justiça atendeu a um recurso da defesa de Acácio, que pediu a redução da pena pelo fato do réu ser indígena. A Quinta Turma do STJ votou de forma unânime para que ele saísse do regime fechado.

    Procurada pela CNN, a defesa de José Acácio Serere Xavante ainda não respondeu.

    Prisão do cacique motivou protestos

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão temporária de José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Tsereré, pelo prazo inicial de dez dias, pela acusação de condutas ilícitas em atos antidemocráticos.

    A decisão se baseou após pedido da Procuradoria-Geral da República e se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública, diante dos indícios da prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, previstos no Código Penal.

    A PGR disse que ele vem se utilizando da sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição de Lula e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

    Após a prisão do líder indígena, os manifestantes tentaram invadir o prédio da PF em Brasília.

    *Publicado por Fernanda Pinotti, com informações da âncora da CNN Daniela Lima