Inquérito contra Silvio Almeida completa um ano sem solução

Investigação teve atraso após STF determinar que todas as testemunhas fossem ouvidas novamente

Elijonas Maia, da CNN, Brasília
Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante cerimônia no Palácio do Planalto  • 23/11/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino
Compartilhar matéria

O inquérito que corre na PF (Polícia Federal) contra o ex-ministro Silvio Almeida, que ocupava a pasta de Direitos Humanos, completou um ano esta semana - sem solução.

A PF apura se o ex-ministro do governo Lula praticou assédio sexual e importunação. Quando as denúncias se tornaram públicas, em setembro do ano passado, Almeida foi demitido.

Segundo apurou a CNN, a suposta demora no fim da investigação se deu após pedido da equipe de defesa do ex-ministro ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que todas as testemunhas do caso fossem interrogadas novamente.

O ministro André Mendonça, relator do caso na Suprema Corte, atendeu à solicitação e determinou que a PF realizasse novamente as oitivas, visto que a delegada que conduzia o inquérito mudou para outra investigadora.

Os depoimentos estão em fase final e, após essa etapa, integrantes da PF acreditam que o inquérito chegará ao fim, com relatório ao STF sobre a conduta do ex-ministro.

Em outubro do ano passado, a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, deu detalhes da denúncia de assédio. À PF, reforçou o que já tinha adiantou a colegas ministros do governo, citando datas e ocasiões.

No caso específico de Anielle, o crime investigado deve ser tipificado como importunação sexual.

Silvio Almeida foi demitido no dia 6 de setembro,um dia após a ONG Me Too Brasil confirmar o recebimento de denúncias. O ex-ministro nega as acusações e argumenta ser alvo de perseguição.

Em nova manifestação, a defesa de Silvio Almeida “reafirma que acredita no sistema de justiça para a solução justa desse caso."