INSS: após pente-fino, devem restar poucas e boas associações, diz ministro
Wolney Queiroz diz que há um desafio em recuperar a credibilidade do Ministério da Previdência, mas que vai "enfrentá-lo" com sucesso

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse acreditar que, depois de encerrada a fiscalização que o governo vem fazendo, "poucas e boas associações" que atuam com aposentados e pensionistas continuarão existindo.
Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", nesta quinta-feira (29), Wolney afirmou que é "benéfico" para os aposentados que as entidades regulares sejam preservadas.
De acordo com ele, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em parceria com o ministério, está realizando um "pente-fino" nas entidades associativas. O intuito é separar as que são confiáveis das que tenham participado do esquema bilionário de descontos indevidos nas folhas de pagamentos de beneficiários da previdência.
"Agora vai acontecer um pente-fino, vamos fazer uma checagem de todas essas associações, de como elas se comportam, de como elas trabalham, e ao final de tudo nós vamos separar o joio do trigo e vamos ficar com o trigo. O que é o trigo? São as associações que efetivamente existem, que efetivamente prestam serviços aos aposentados, associações que tem 60 anos, 40 anos, e são amplamente conhecidas pelos aposentados", afirmou.
Em entrevista à CNN, na última segunda-feira (26), o presidente do INSS, Gilberto Waller, já tinha informado que 41 dessas associações tinham sido alvo de uma auditoria interna, para verificar eventuais novas fraudes. O Instituto estima que 4,1 milhões de aposentados podem ter sido vítimas .
"Mas eu acho que, ao final de tudo ficarão poucas e boas associações fazendo esse trabalho de atendimento aos aposentados", acrescentou o Wolney nesta quinta-feira.
O ministro acrescentou que, embora considere a retomada da credibilidade da pasta um "desafio enorme que está posto", vai "enfrentá-lo" com sucesso.
"Temos garra, dedicação, e reconhecimento na Previdência Social um patrimônio do povo brasileiro", acrescentou.
Acessos ao sistema do INSS
O chefe da pasta da Previdência também afirmou que o governo tem trabalhado com o Dataprev para aprimorar a segurança e o controle dos acessos ao sistema do INSS.
“Para você ter uma ideia, quando nós recebemos o Ministério da Previdência Social havia três mil pessoas com acesso aos dados dos aposentados, três mil pessoas, três mil senhas. É muita gente, né? Então hoje são treze pessoas, até semana passada”, disse.
*Sob supervisão


