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    Eleições 2022

    “Jamais seremos revisores de eleições”, diz ministro da Defesa

    Paulo Sérgio Nogueira participou de audiência no Senado para esclarecer sobre as sugestões dadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelas Forças Armadas

    Marcello SapioBrenda Silvada CNN

    O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmou nesta quinta-feira (14), em audiência no Senado, que as Forças Armadas não serão em “tempo algum” os revisores das eleições de outubro e que elas estão seguindo “rigorosamente” as orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o processo eleitoral.

    “Em absoluto, jamais, em tempo algum, seremos revisores de eleições. Tudo que a gente tem feito é seguindo rigorosamente as resoluções do TSE. Talvez as Forças Armadas, pela história, pelo nome que têm, ter se engajado mais forte nesse processo a convite, a própria mídia especializada, a grande mídia, porque tudo que diz a respeito das Forças Armadas, normalmente aparece mais, e aí dá a impressão de que a gente é o protagonista”, afirmou.

    Segundo o ministro, os protagonistas são o próprio TSE, o “povo brasileiro, a transparência e a segurança”. Ele participou de uma audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, com o propósito de debater sobre as sugestões dadas pelas Forças Armadas ao TSE para aprimorar a segurança das urnas eletrônicas.

    A confiabilidade e a segurança das urnas eletrônicas vêm sendo atacadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e por apoiadores.

    Durante a audiência, Paulo Sérgio Nogueira também se disse “chateado” por ver o nome das Forças Armadas relacionado a uma “ameaça à democracia”.

    “O que se escuta muito me deixa bastante chateado, chateado como ministro, como membro das Forças Armadas. É por vezes ouvir e ler ‘ataque à democracia’ como se nós estivéssemos atacando a democracia, não mostrando um produto acabado de algo interessante para o sistema eleitoral brasileiro que é essa parte técnica”, afirmou.

    Propostas ao TSE

    Ainda durante a audiência, o ministro falou que, das 15 propostas enviadas ao TSE sobre o processo eleitoral, três foram totalmente acolhidas, três foram parcialmente aceitas, duas para pleitos futuros e sete recusadas.

    Ele detalhou três propostas que as Forças Armadas entendem como essenciais: “realizar o teste de integridade com biometria nas mesmas condições da eleição, na sessão eleitoral; realizar o teste público de segurança nas urnas; e quem faz [as eleições] não deve ser quem audita, então auditoria [tem que ser] independente”.

    O ministro também falou que, apesar do ruído recente entre os Poderes, as Forças Armadas estão à disposição: “Sempre que fomos chamadas a colaborar com o TSE, estivemos prontos. Sempre buscamos o diálogo permanente”.