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    Joias sauditas, golpe, fraude em cartão de vacina: confira tramas em que Mauro Cid está envolvido

    Em depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta quinta-feira (18), ex-ajudante de ordens ficou em silêncio e não respondeu aos questionamentos

    Da CNN

    Em depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta quinta-feira (18), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou em silêncio e não respondeu a questionamentos.

    Cid poderia ser questionado sobre diversos assuntos que foram descobertos após a apreensão de seu aparelho celular pela PF, além da fraude nos cartões de vacinação contra Covid-19 dele, do ex-presidente e de suas famílias.

    Confira as tramas nas quais o ex-ajudante de ordens já esteve envolvido:

    Cid já foi indiciado pela Polícia Federal por fake news sobre a vacinação contra Covid-19. Foi ele o responsável por entregar a Jair Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo, o papel com supostos estudos que levaram o ex-presidente a relacionar a vacina contra Covid ao vírus HIV, que causa a Aids;

    Ele também trocou mensagens e áudios com o ex-major do Exército Ailton Barros, nos quais ambos discutiam a possibilidade de tramar um golpe de Estado no final de 2022 para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assumir a Presidência;

    O ex-ajudante de ordens fez parte dos esforços para tentar recuperar o conjunto de joias enviadas pela Arábia Saudita, que ficaram retidas pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos. Mensagens mostram que ele teria tentado alterar a data de um ofício para reaver as joias e teria enviado um de seus funcionários ao aeroporto com o mesmo propósito às vésperas da viagem de Bolsonaro para os Estados Unidos;

    O tenente-coronel também ajudou Bolsonaro a compor o discurso que o ex-presidente fez em uma reunião com embaixadores na qual ele atacou as urnas eletrônicas e colocou em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro;

    Além disso, Cid é investigado por estar no centro do esquema criminoso de inserção de dados falsos sobre vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde, que teria possibilitado a fraude dos cartões de vacinação dele, de Bolsonaro e de membros da família de ambos.

    *Publicado por Fernanda Pinotti