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    Eleições 2022

    Judiciário, TCU e políticos pediram que Bolsonaro discursasse para conter bloqueios

    Pronunciamento do presidente, que foi derrotado nas eleições deste domingo (30) por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está previsto para acontecer em instantes

    Teo CuryMaria Mazzeida CNN

    em Brasília

    Uma força-tarefa composta por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), presidentes de partidos políticos e ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) atuou nas últimas horas para tentar convencer o presidente Jair Bolsonaro (PL) a se manifestar contra os bloqueios de rodovias por manifestantes favoráveis a ele e que rejeitam o resultado das eleições deste domingo (30).

    Um pronunciamento do presidente, que foi derrotado nas eleições deste domingo (30) por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está previsto para acontecer em instantes no Palácio da Alvorada, em Brasília. É a primeira manifestação pública de Bolsonaro desde domingo, após o resultado pleito.

    Um aliado do presidente que participa dessas conversas disse que parte do grupo tem aconselhado Bolsonaro a dizer que a reação ao resultado das eleições não deve ser a paralisação e o bloqueio de rodovias pelo país e que uma medida como essa prejudica a população. A expectativa desse ministro é a de que haverá desmobilização após o pronunciamento.

    Outros ministros ouvidos pela CNN argumentam ainda sobre a necessidade de o presidente se pronunciar reconhecendo a legitimidade do sistema eleitoral, porém, lembrando que ele permanecerá como oposição e uma espécie de fiscal do governo do PT.

    Entre os interlocutores de Bolsonaro que conversaram com ministros do STF e do TCU nas últimas horas estão os ministros Paulo Guedes, da Economia, Fábio Faria, das Comunicações, e Bruno Bianco, da Advocacia-Geral da União, o ex-ministro e candidato a vice-presidente derrotado Braga Netto, o ex-ministro e governador eleito de São Paulo Tarcísio de Freitas e o ministro Jorge Oliveira, do TCU, que integrou o governo Bolsonaro.