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    Justiça nega liminar e permite entrega de título a Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal em SP

    Esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receberá título em 25 de março

    A ação foi movida por Amanda Marques Paschoal, secretária no gabinete da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)
    A ação foi movida por Amanda Marques Paschoal, secretária no gabinete da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) Fabiana Stig

    Maria Clara Matosda CNN*

    São Paulo

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um pedido para barrar uma homenagem à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal da capital paulista.

    Na próxima segunda-feira (25), Michelle receberá o título de cidadã paulistana, cerimônia que, usualmente, é realizada na Câmara Municipal, o que não será o caso desta vez.

    A ação foi movida por Amanda Marques Paschoal, secretária no gabinete da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O argumento era de que a homenagem a Michelle implicaria em “gastos extras” ao poder público.

    A decisão é da juíza Paula Mihceletto Cometti e foi publicada 18 de março. Para a magistrada, “não há elementos suficientemente seguros para, já nesse momento processual, afirmar que a conduta de realizar a cerimônia para entrega de título de cidadão paulistano no Theatro Municipal de São Paulo implicará em gastos extras ao Poder Público”.

    Em nota enviada à CNN, a equipe de Hilton afirmou que vai recorrer da decisão, e que uma série de evidências de que há utilização de dinheiro público na cessão do Theatro não foi considerada.

    “A juíza do caso não considerou uma série de evidências de que há utilização de dinheiro público na Cessão do Theatro Municipal para a entrega de um título honorífico a pedido de um vereador. Algo absolutamente incomum”, explica a nota.

    Segundo a equipe do vereador Rinaldi Digilio (União-SP), que propôs a homenagem à ex-primeira-dama, o evento estava previsto para acontecer inicialmente na Câmara Municipal, e o teatro foi escolhido por causa de um “conflito de agendas” na Casa legislativa.

    À CNN, Digilio classificou o pedido como um “ato antidemocrático” da esquerda e citou que a tentativa de impedir a cerimônia é uma perseguição a ele e a ex-primeira-dama.

    “Nós usaremos o teatro, que é um ambiente público, para fazer a cerimônia pública e legítima. Estamos muito contentes que a justiça foi feita”, diz o vereador.