Kassio quer regras para uso de rede social por membros da Justiça Eleitoral
Presidente do TSE criou grupo de trabalho para regulamentar comportamento online de agentes públicos
Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, criou um grupo de trabalho para elaborar propostas de regulamentação do uso de redes sociais por servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral. A medida foi formalizada em portaria publicada nesta terça-feira (9).
De acordo com o texto, a futura regulamentação deverá ter como foco a preservação da imparcialidade dos agentes da Justiça Eleitoral, a proteção da imagem institucional, o fortalecimento da confiança pública e a integridade do processo eleitoral. O objetivo é reunir contribuições para a elaboração de uma norma que estabeleça regras para a atuação desses profissionais em ambientes digitais.
O grupo ficará responsável por analisar normas já existentes, decisões e boas práticas relacionadas ao comportamento de agentes públicos nas redes sociais, com atenção especial às experiências do Poder Judiciário.
Também deverá propor diretrizes específicas para a atuação em plataformas digitais e elaborar uma minuta com regras aplicáveis a todos os integrantes da Justiça Eleitoral.
A portaria determina que o grupo apresente um relatório conclusivo em até 30 dias. O documento servirá de base para a elaboração do ato normativo que poderá disciplinar a presença de servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral nas redes sociais.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento das discussões sobre a ética e a conduta de magistrados na vida privada. Em fevereiro deste ano, antes de deixar a presidência do TSE, a ministra Cármen Lúcia apresentou a presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais uma carta de recomendação sobre a conduta de juízes para o pleito de 2026.
Ela defendeu a necessidade de reforçar parâmetros de comportamento alinhados aos valores constitucionais diante do que classificou como um cenário de "questionamentos mundiais e nacionais" sobre instituições democráticas.
Na lista, a ministra incluiu como "inaceitáveis" as manifestações de juízes eleitorais nas redes sociais sobre a escolha pessoal de voto ou sinalizações favoráveis a candidatos, partidos ou ideologias.