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    Reforma tributária: líder do governo diz à CNN que Lula autorizou isenção da carne

    Relatório “final” para reforma tributária, protocolado pelo relator Reginaldo Lopes (PT-MG), deixou as proteínas de fora dos itens que teriam isenção do imposto

    O deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, usando o broche
    O deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, usando o broche 16/04/2024 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Isabel MegaDaniel Trevorda CNN Brasília

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), confirmou à CNN nesta quarta-feira (10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para a inclusão da carne na lista de produtos da cesta básica.

    O relatório “final” para reforma tributária, protocolado pelo relator Reginaldo Lopes (PT-MG), deixou as proteínas de fora dos itens que teriam isenção do imposto.

    Segundo Guimarães, o presidente Lula comunicou a decisão em um telefonema, ao final da manhã desta quarta-feira (10) ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

    “O presidente Lula me ligou, ao lado do ministro da Fazenda e do ministro Padilha, e deu aval para que fosse incluída a carne na cesta básica. Evidentemente, quem melhor defendeu essa bandeira foi o presidente Lula”, afirmou Guimarães à CNN.

    “Estou, como líder, encaminhando isso. Agora, não é a ferro e fogo. É com base no diálogo que nós vamos resolver porque tem outros itens da reforma tributária que são essenciais e precisam ser discutidos”, afirmou Guimarães à CNN.

    A sinalização do governo vem na contramão do que a equipe econômica vinha defendendo. O ministro Fernando Haddad defendia a política de cashback para a população de baixa renda que tem renda familiar de até meio salário mínimo e é inscrita no CadÚnico.

    A entrada da carne é defendida por deputados ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), estava reticente quanto à possibilidade porque poderia gerar um aumento na alíquota final.

    Nos cálculos do Ministério da Fazenda, seria o equivalente a 0,56%. A FPA, no entanto, afirma que seria algo em torno de 0,2%.

    Interlocutores do grupo, no entanto, afirmam que a sinalização do governo não chegou de forma oficial e que o assunto ainda é alvo de uma reunião sob o comando do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que deixou o plenário após iniciar o processo de votação de requerimentos para encaminhar a análise do texto base do projeto de lei de regulamentação da reforma tributária.