PT aciona PGR contra Michelle por suspostas irregularidades em programa

Programa Pátria Voluntária, da gestão de Jair Bolsonaro, era comandado pela ex-primeira-dama. Movimento da base governista ocorre após PL questionar decreto que coloca Janja na estrutura do governo; líder do partido petista havia prometido reação

Gabriel Boechat, da CNN Brasil, em Brasília
Compartilhar matéria

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), entrou com uma representação criminal na PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por possíveis crimes contra a administração pública e atos de improbidade administrativa.  

A ação do deputado se deu após o avanço da ofensiva bolsonarista contra o decreto que autoriza o gabinete do presidente a apoiar a primeira-dama Janja da Silva em atividades que sejam de “interesse público” 

Há alguns meses, Lindbergh havia prometido reagir com ações contra Michelle Bolsonaro a cada ofensiva contra Janja. De acordo com ele, respostas judiciais contra Michelle serão dadas sempre que “ataques vis” forem desferidos pela oposição.

A representação criminal contra a ex-primeira-dama tem como base uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que revelou irregularidades no programa Pátria Voluntária, comandado por Michelle.  

À PGR, Lindbergh pede instauração de inquérito criminal pelos possíveis crimes de peculato-desvio, prevaricação, associação criminosa e improbidade administrativa.  

Solicita, ainda, depoimento de Michelle, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e de gestores e ex-gestores da Secretaria-Executiva do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado para esclarecimento da ingerência e da destinação dos recursos. 

Na última segunda-feira (13), o PL apresentou ao menos 15 projetos de decreto legislativo para barrar a decisão do governo de ampliar o acesso de Janja aos serviços do gabinete presidencial.  

“Quero repelir veementemente a perseguição desnecessária e sem sentido contra a primeira-dama Janja Lula da Silva, com o protocolo de 15 PDL’s sem base jurídica e renovar que os ataques sofrerão retaliações olho por olho e dente por dente”, afirmou Lindbergh.