Líder do PT na Câmara diz que rejeição de Messias ao STF é "rosto do golpe"

Advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga na Suprema Corte, mas foi barrado no Senado Federal

Gabriela Piva, da CNN Brasil, em São Paulo
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), disse nesta quinta-feira (30) que a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) tem o "rosto do golpe".

O advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga na Corte, mas foi barrado no Senado Federal por 42 votos a 34.

"Essa rejeição é o rosto do golpe. É a mesma força que atacou as sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro [de 2023] e que agora tenta enfraquecer a Suprema Corte", afirma Uczai.

O deputado acrescentou: "Eles temem quem defende a democracia. Mas a soberania popular não será sequestrada por acordos de gabinete. A nossa Constituição é o escudo na defesa da cidadania e da liberdade."

O líder do PT também comentou sobre a articulação da derrubada do veto de Lula no PL (Projeto de Lei) da Dosimetria nesta quinta-feira (30). Para ele, derrubar o veto "é mais um ataque à democracia" e cria "brechas para a impunidade".

"O Brasil não vai recuar. Pelas instituições, pela história e pelo futuro: a resposta será nas ruas e nas redes. É hora de reagir. Pela democracia, hoje e sempre", finalizou.

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Entenda o caso

Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF na quarta-feira (29). Com isso, o advogado-geral da União tornou-se o primeiro indicado a ser reprovado pela Casa desde a redemocratização.

histórico de indicações ao Supremo é amplamente favorável à aprovação, o que não se repetiu no caso de Messias. Desde a Constituição de 1988, o ministro que recebeu o menor número de votos no plenário do Senado foi Francisco Rezek, em 1992, com o apoio de 45 senadores.

Antes disso, apenas cinco indicados haviam sido rejeitados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto (1891–1894).

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