Líderes políticos divergem sobre privatização da Petrobras

O deputado Alexis Fonteyne (Novo) e Jean Paul Prates (PT) avaliaram estudos do Ministério da Economia para desestatizar empresa

Thiago FélixVinícius TadeuIngrid Oliveirada CNN

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Neste domingo (22), no Debate CNN, o deputado Alexis Fonteyne, vice-líder do partido Novo na Câmara e o senador Jean Paul Prates (PT-RN) e líder da Minoria no Senado, discutiram a possibilidade da privatização da Petrobras.

No início do mês o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculado à pasta, dará procedimento aos estudos para privatizar a empresa e a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA).

Fonteyne disse que é a favor da privatização da empresa. “Eu sou a favor da privatização da Petrobras porque ela tem sido atacada, numa administração temerosa”.  

Já Paul Prates disse ser contra a privatização da Petrobras. 

“Acontece que petróleo, combustível, não são barraca de feira. Não adianta colocar competição lado a lado. Por exemplo, no refino, não adianta colocar duas refinarias competindo para ver quem atinge a sua área de influência com preço menor”, afirmou.  

Para o vice-líder do Novo na Câmara, o fato de ser um monopólio no Brasil (na parte de exploração e refino), ela embute no preço o custo de não ter corrente. 

“Se a gente tivesse um livre mercado, e outras ofertas, nós teríamos competição para entregar melhores produtos a menores preços”, avalia Fonteyne. 

Paul Prates disse que “as refinarias são investimentos bilionários, são feitas por áreas de influência e tendem a ser monopólios regionais que precisam ser regulados até a medula. E o papel do Estado, em qualquer país, é regular os setores de petróleo permitindo os investimentos privados.” 

Fonteyne afirmou que “é importante começarmos a levar muito a sério essa desestatização porque se continuarmos com esse modelo, a conta continua sendo passada”.  

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