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    Lira descarta acabar com recesso parlamentar em janeiro, apesar de pedidos de deputados

    Intenção dos defensores da interrupção era votar projetos para dar "resposta" aos ataques criminosos em Brasília

    Luciana Amaralda CNN

    em Brasília

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), descartou, nesta segunda-feira (9), acabar com o recesso parlamentar em janeiro, apesar de pedidos de ala de deputados federais.

    A intenção dos defensores da interrupção do recesso era votar uma série de projetos que deem uma espécie de “resposta” aos atos criminosos ocorridos neste domingo (8) contra os Três Poderes, em Brasília.

    Entre os textos, por exemplo, estaria o aumento de pena para condenados por atos de terrorismo e a inelegibilidade de políticos que eventualmente tenham participado das ações.

    O assunto foi discutido nesta segunda com líderes partidários da Casa. No entanto, interromper o recesso de vez está fora dos planos, disse Lira.

    A maioria dos deputados tem preferido continuar com o recesso e votar temas pertinentes ao endurecimento de penas a envolvidos nos atos somente em fevereiro, quando começa a nova legislatura.

    Partidos do Centrão se colocaram contra essa ideia, que possui maior apoio por parte de deputados de esquerda e que estão em fim de mandato.

    Lira pregou que o recesso só deve ser interrompido caso haja convergência em torno de um texto. Agora, porém, não há um projeto assim que esteja pronto para ser votado.

    “Não temos projeto protocolado”, falou, ao ser questionado sobre eventuais mudanças na legislação prontas para serem votadas. “São sugestões, e a partir daí as coisas vão andando”, ressaltou.

    Nesta segunda, foi tratada ainda a possibilidade de se fazer um ato conjunto da Câmara, do Senado e dos Poderes Executivo e Judiciário com a presença de representantes da sociedade civil como forma de repúdio aos atos de domingo.

    As conversas devem continuar ao longo dos próximos dias.