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    Lira vê acenos positivos do Planalto e se dispõe a destravar pauta no Congresso


    Reunião do presidente com líderes nesta quinta-feira (22) deve abrir caminho para retomar negociações da agenda econômica

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) 15/12/2023 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Clarissa Oliveirada CNN

    São Paulo

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem se mostrado satisfeito com os recentes acenos do Palácio do Planalto e indicou ao governo que vai ajudar a destravar a pauta econômica no Congresso.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encarregou de atender aos principais pleitos de Lira antes da reunião marcada com líderes nesta quinta-feira (22), que servirá para sacramentar a trégua entre o presidente da Câmara e o governo.

    Ontem, o governo confirmou que irá reenviar ao Congresso a proposta de reoneração da folha de pagamentos por meio de projeto de lei, desistindo de tentar aprovar a volta da cobrança de impostos por medida provisória. Entraram na conta do presidente da Câmara também a promessa de recomposição das emendas parlamentares.

    A cereja do bolo foi a derrota de Renan Calheiros (MDB-AL) na tentativa de relatar a comissão parlamentar de inquérito da Braskem. A rivalidade entre Lira e Renan na política alagoana serve como pano de fundo da CPI, que interfere diretamente nos interesses de ambos os grupos no Estado.

    Lira já sinalizou ao governo que vai ajudar na articulação da reoneração, assim como nas negociações para a reformulação do Perse, programa de incentivos ao setor de eventos que também constava da medida provisória que retomava a cobrança de impostos na folha.

    Também há clima favorável na Casa para auxiliar o governo na discussão da regulamentação da reforma tributária.

    A reunião desta quinta-feira é um dos desdobramentos da reunião que Lula e Lira tiveram na sexta-feira antes do carnaval. Na ocasião, o presidente da Câmara disse a Lula que havia uma frustração grande entre líderes partidários pela falta de diálogo direto com o presidente, o que ocorria regularmente nos seus dois outros mandatos.