Luiz Lima defende reabertura imediata das escolas no Rio e que comércio não pare
Candidato à prefeitura diz que, se fosse prefeito, teria aprovado a realização do Carnaval na cidade ‘de outra maneira, com precaução'
Em entrevista à CNN, Luiz Lima (PSL), candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira (10) que o comércio da cidade está sendo muito prejudicado pela pandemia do novo coronavírus e não pode parar. Ele também defendeu a reabertura imediata das escolas fluminenses.
O candidato disse ser “super favorável a qualquer vacina [contra a Covid-19], de qualquer parte do mundo”. Ele declarou que a campanha que pediu à população evitar sair às ruas em função do novo coronavírus foi “irresponsável”, e fez com que o Rio perdesse recursos em arrecadação.
“Não podemos parar”, disse ele, acrescentando que é preciso estimular o cidadão a usar máscara, mas que bares, restaurantes e comércios não podem parar pois o município precisa arrecadar recursos. “Temos que ter muita flexibilidade nesse sentido.”
Assista e leia também:
Ibope RJ: Paes, 33%; Crivella, 15%; Martha Rocha, 14%; Benedita da Silva, 9%
Datafolha no RJ: Paes lidera com 31%; Crivella tem 15% e Marta Rocha, 13%
RealTime Big Data: Eduardo Paes lidera com 31% no Rio

Ele afirmou ainda que, se fosse prefeito, teria aprovado a realização do Carnaval na cidade “de outra maneira, com precaução”.
Questionado se seria possível reabrir escolas em fevereiro para o ano letivo, Lima respondeu: “Abrir as escolas imediatamente”, mencionando alunos que não estão com alimentação adequada em casa e com pais desempregados. “A volta das escolas seria imediata. Em fevereiro, se possível até em janeiro.”
Saúde pública
Sobre o setor de saúde do município, Lima afirmou que, com a crise deste ano, houve uma queda do poder aquisitivo da população, além de um aumento na demanda dos hospitais e falta de fiscalização nessas instituições durante a gestão do atual prefeito. “Temos um mau uso do recurso público”, declarou. Ele também disse que muitas clínicas da família são utilizadas por vereadores como redutos eleitorais.
O candidato falou ainda sobre as organizações sociais (OSs), as quais, para ele, “são ralos de corrupção”. Lima disse que elas “desburocratizam a contratação de pessoas e a compra de materiais, mas é importante que a prefeitura tenha fiscalização. É importante que as OSs tenham muito claro no seu dever com a população a prestação de contas”. Ele defendeu que, se for eleito, as OSs serão fiscalizadas e cobradas. “Se não estiverem colaborando, [haverá uma] nova licitação.”
Questionado sobre a relação com outros políticos, ele afirmou que tem a própria ideologia, mas que consegue conversar com todos. Segundo Lima, o governo dele nasceria com uma coligação pequena, e os partidos dariam liberdade para ele escolher secretários, ao contrário dos candidatos que lideram as pesquisas neste momento.
Para ele, no Rio de Janeiro não há uma política de estado, e sim uma política partidária desorganizada. “Lamento muito que o Rio de Janeiro, há 40 anos, esteja sendo usado como ferramenta de troca política e de poder no nosso país.”
Milícias
Com relação às milícias, o candidato disse que a prefeitura sempre “cruzou os braços” para esse problema. Ele disse que hoje esses grupos têm uma fonte de recursos baseada principalmente em exploração imobiliária e que isso “dá para cortar, se a prefeitura tiver vontade e pulso”.
Lima destacou também que o principal problema hoje no Rio de Janeiro é o habitacional, e afirmou que as favelas precisam ser urbanizadas para que os serviços cheguem a esses locais.
Pesquisa do Ibope, divulgada nessa segunda-feira (9), mostra que Eduardo Paes (DEM) segue na liderança da corrida eleitoral para a prefeitura do Rio, com 33% das intenções de voto. Em segundo lugar, está o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), com 15% e, em terceiro, a Delegada Martha Rocha (PDT), com 14%. Em seguida, estão Benedita da Silva (PT), com 9%, Luiz Lima (PSL), 4%, Renata Souza (PSOL), 3% e Bandeira de Mello (Rede), com 2%.