Lula cita possíveis sucessores e diz que Haddad “precisa de mais”
Presidente afirmou que ex-ministro tem “potencial de crescimento extraordinário”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ainda “precisa de mais” para ser seu sucessor na representação da liderança da esquerda brasileira.
Questionado durante os podcasts As Cunhãs e Não Inviabilize se o ex-ministro da Fazenda seria uma opção para as eleições presidenciais de 2030, Lula disse que Haddad é um “companheiro com potencial de crescimento extraordinário”, mas que, para ser líder, “tem que ter um pouco mais”.
Na análise do presidente, há “muita gente boa” na esquerda com potencial para ser líder, mas que precisa se tornar conhecida pelos brasileiros. Segundo ele, nomes como Rui Costa (PT), que foi “um bom governador da Bahia”; Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí e “um extraordinário quadro político jovem”; João Campos (PSB), ex-prefeito de Recife; e o ministro Guilherme Boulos (PSOL) são exemplos de possíveis líderes.
“Nós temos muitas figuras boas. Tenho dito para eles: vocês precisam sair do gueto de vocês e viajar o Brasil”, disse o presidente. “É que o Brasil é muito grande e nós precisamos nacionalizar essas pessoas, porque, se a gente não nacionalizar essas pessoas, o que está acontecendo? A internet está criando os falsos líderes, os especialistas em falar bobagem, aquele que salva tudo.”
Lula ainda pontuou que, juntamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), formava uma das lideranças nacionais do país, o que, segundo ele, não é comum na história brasileira, marcada por lideranças locais. O presidente ressaltou, porém, que o crescimento de Bolsonaro esteve ligado ao grupo de extrema direita.
“O Brasil não tem o hábito de ter liderança nacional. As lideranças são locais (...) Quem foi liderança nacional mais recente? Eu e o Bolsonaro. Bolsonaro virou liderança nacional, tem voto em todos os estados, não é a figura dele, é o bolsonarismo, a extrema-direita, muitos deles fascistas, se juntaram”, concluiu.


