Lula diz ter cumprimentado Biden após “magnânima” decisão de desistir da eleição nos EUA

Presidentes de Brasil e Estados Unidos conversaram por cerca de 30 minutos por telefone nesta terça-feira (30)

Douglas Porto, da CNN, São Paulo
Presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York
Lula e Biden ainda conversaram sobre outros assuntos, como a eleição venezuelana  • 20/09/2023 - REUTERS/Kevin Lamarque
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pela "magnânima" -- generosa -- decisão "quanto ao processo eleitoral americano". Biden desistiu de concorrer à reeleição.

A fala aconteceu nesta terça-feira (30), durante uma ligação entre os dois, que durou cerca de 30 minutos, de acordo com uma nota divulgada pelo Planalto.

Lula ainda "desejou sucesso para a democracia" dos Estados Unidos durante o pleito que está marcado para 5 de novembro.

Biden anunciou sua desistência em 21 de junho, mas afirmou que cumprirá o restante de seu mandato. Ele ainda apoiou a candidatura de sua vice, Kamala Harris.

Na ocasião, Lula disse que a decisão do líder norte-americano foi pessoal porque somente ele sabia das suas reais condições, mas garantiu que as relações entre Brasil e Estados Unidos continuarão a ser “civilizadas” independentemente do vencedor da disputa presidencial.

Antes da desistência, o chefe do Executivo brasileiro declarava que votaria em Biden e torcia por sua vitória.

Na ligação de hoje, segundo relato do governo brasileiro, Biden mencionou que as economias dos dois países estão indo bem e que a parceria entre Brasil e Estados Unidos deve continuar crescendo.

Outros assuntos

Segundo o Planalto, os dois ainda conversaram sobre outros temas, como a questão da Venezuela.

Lula observou a Biden que está acompanhando permanente o processo eleitoral venezuelano por meio do assessor especial da Presidência, Celso Amorim, enviado para Caracas.

O chefe do Executivo brasileiro informou que Amorim esteve com Nicolás Maduro, atual presidente, e Edmundo González, opositor que foi derrotado no último domingo (28), segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão alinhado ao governo venezuelano.

Lula reiterou que a posição do Brasil de seguir trabalhando pela normalização do processo político no país vizinho, que terá efeitos positivos para toda a região.

Também disse ser fundamental a publicação das atas eleitorais para acabar os questionamentos após o pleito, o que Biden concordou.