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    Lula e Lira acertam apoio conjunto à sucessão na Câmara

    Deputado sinalizou ao presidente que não apoiará nome que atue contra pauta governista

    Gustavo UribeTainá Falcãoda CNN

    Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acertou com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o apoio a um nome comum para a sucessão do comando na Casa.

    Em conversa recente, relatada para a CNN, Lula disse a Lira que não se envolveria na escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2025.

    O petista lembrou que, quando o Palácio do Planalto colocou as suas digitais na disputa interna, amargou derrotas, como as vitórias de Severino Cavalcanti, em 2005, e Eduardo Cunha, em 2015.

    De acordo com relatos feitos à CNN, no entanto, Lira sugeriu um apoio conjunto. O presidente da Casa, inclusive, sinalizou que não apoiará um nome que possa atrapalhar a pauta governista.

    A escolha do candidato que teria apoio conjunto ainda não foi feita. Ficou combinado de que apoiariam um nome que se viabilizasse na disputa eleitoral.

    Hoje, há pelo menos quatro nomes que poderiam contar com os apoios de Lula e Lira: Elmar Nascimento (União-BA), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Antônio Brito (PSD-BA) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

    O PL, de Jair Bolsonaro, deve lançar ou Altineu Cortes (RJ) ou Sóstenes Cavalcante (RJ). No entanto, nem Lula nem Lira apoiarão um nome do partido de oposição.

    Segundo relatos feitos à CNN, Lula também questionou a Lira quais seriam seus planos ao deixar o comando da Câmara dos Deputados.

    De acordo com deputados aliados, Lira ainda não definiu seu destino político até a disputa eleitoral de 2026.

    O Palácio do Planalto não descarta convidar o atual presidente da Câmara dos Deputados a assumir um posto ligado ao governo federal.

    O presidente da Casa Legislativa, no entanto, deve medir o impacto eleitoral em assumir um cargo de primeiro escalão ou uma liderança de governo.

    Em Alagoas, o eleitorado do deputado federal é mais identificado com a centro-direita. Por isso, a cautela em se vincular a uma gestão petista.