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    Lula e Lira deveriam se reunir, diz líder do governo

    Segundo José Guimarães, relação entre o governo e o presidente da Câmara precisa de alguns “consertos”

    Encontro deve acontecer após Lira (à esquerda) criticar ministro de Lula
    Encontro deve acontecer após Lira (à esquerda) criticar ministro de Lula Arquivo - Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    Marina DemoriGabriel Garciada CNN

    Brasília

    O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou, nesta sexta-feira (19), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deveriam se encontrar. Disse ainda que é preciso fazer alguns “consertos” na relação do governo com Lira.

    Apesar dos desentendimentos, Guimarães garantiu que não há “nada que atrapalhe” a vontade do Executivo e de Lira em “votar os projetos de interesse do país”.

    A fala aconteceu no Palácio do Planalto após reunião entre Guimarães, os demais líderes do governo – Jaques Wagner, do Senado, e Randolfe Rodrigues, do Congresso – o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e Lula.

    Na semana passada, Lira chamou Padilha de “desafeto” e voltou a tecer críticas em relação a articulação do governo com a Câmara.

    Disputa não vem de agora

    Na quarta-feira (10), Lira avisou a deputados petistas que “romperia” com o governo e avisou que não havia mais condições de Padilha continuar responsável pela articulação entre Executivo e o Parlamento. Entretanto, o conflito entre os dois não vem de agora.

    Padilha e Lira já não dialogam desde o segundo semestre de 2023. A tarefa de conversar com o presidente da Câmara está com Rui Costa, ministro da Casa Civil.

    O presidente da Câmara fez chegar críticas a Lula sobre o trabalho de Padilha, como promessas não cumpridas de nomeações em estatais e liberações de emendas. Na ocasião, Lira levou sua insatisfação sobre a articulação política do governo a Costa.

    Em fevereiro, Padilha negou que exista qualquer clima que “gere tensão” entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

    Segundo Padilha, Lula tem “muita certeza” de que o governo terá um “ambiente positivo tanto com o Senado quanto com a Câmara”. “Essa dupla [Congresso e governo] vai continuar marcando muitos gols em 2024”, afirmou na ocasião.

    Dias antes, durante a abertura do ano Legislativo, o presidente da Câmara subiu o tom e, em recado ao Planalto, disse que o orçamento é de todos os brasileiros, não só do Executivo, e não pode ficar engessado por “burocracia técnica” e por quem não foi eleito.

    Lira também declarou que os parlamentares “não foram eleitos para serem carimbadores” das propostas do Executivo e que o Orçamento da União deve ser construído em contribuição com o Legislativo.