Lula fala em "falcatrua" ao questionar relação do Banco Master com BRB
Em entrevista ao UOL, presidente afirmou que governo vai “a fundo” no caso e diz que não extrapola limites institucionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou em “falcatrua” ao questionar a relação do Banco Master com o BRB (Banco de Brasília), durante entrevista ao "UOL" nesta quinta-feira (5).
Lula afirmou que o governo pretende ir “a fundo” no caso para apurar a ligação entre as instituições e eventuais envolvidos.
Na entrevista, o pestista também comentou a atuação do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, e disse que o jurista deixou de prestar serviços de consultoria ao banco antes de assumir o cargo no governo.
“O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade. E o Lewandowski tinha deixado a Suprema Corte, ele fez um contrato para trabalhar no banco”, declarou.
“Quando eu o convidei para vir, ele saiu do banco. Não tem problema nenhum. Todo mundo trabalha para alguma empresa nesse país. Todo mundo”, acrescentou.
O presidente compartilhou que o governo pretende aprofundar a apuração sobre a relação entre o Banco Master e o BRB e sobre a destinação de recursos públicos.
“O que é importante ter claro, o que é importante ter claro é que nós vamos a fundo nesse negócio. Nós queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro, o Estado do Amapá, colocaram o dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco", informou.
“Qual é a falcatrua que existe entre o Banco Master e o Banco de Brasília? Quem está envolvido?”, questionou.
Lula também comentou que não pretende ultrapassar as atribuições institucionais da Presidência no acompanhamento do caso e destacou a atuação de órgãos competentes.
“Eu tenho todo o cuidado de não extrapolar os limites da função do presidente da República. Eu não sou Polícia Federal, eu não sou Banco Central e não sou Ministério Público. E muito menos eu tenho o poder, sabe, de interferir nas decisões da Suprema Corte", enfatizou.
“Eu faço aquilo que cabe ao presidente fazer. Eu chamei as pessoas que estão subordinadas à minha orientação, mais a Procuradora Geral, que é independente, que é quem faz as ações, para dizer o seguinte, é preciso que a gente vá a fundo nisso", completou.


