Lula faz gesto a Haddad em meio a críticas: Consertar economia leva tempo
Pouco antes da fala do presidente, o ministro da Fazenda afirmou que "sofre com o tanto que é criticado"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (29), em meio as críticas por aumentar a taxação do Imposto Operações Financeiras (IOF).
"Haddad sabe como é que nós encontramos a Fazenda. Ele sabe como que encontramos esse país administrado da forma mais irresponsável possível. E, consertar isso leva tempo", disse o presidente durante um evento no Paraná relacionado a entrega de um assentamento que beneficia 450 famílias de trabalhadores rurais com uma área de 10,6 mil hectares.
Antes do discurso de Lula, Haddad havia subido ao palco e declarou que "sofre com o tanto que é criticado".
"Servir ao governo do presidente Lula é sempre uma coisa interessante. Por mais que você sofra com o tanto que você é criticado, que você é isso, que você é aquilo, tem o dia de hoje para apagar todo o sofrimento e a gente celebrar a vida de vocês", afirmou o ministro.
Aumento do IOF
Na última sexta-feira (23), Fernando Haddad revogou, parcialmente, as medidas relacionadas ao aumento do IOF, alegando a necessidade de "evitar especulações" no mercado.
Outras medidas seguem válidas, como a unificação da alíquota em 3,5% para todas as remessas e pagamentos no exterior, como compras em sites internacionais, saques em viagens, carregamento de cartões pré-pagos e serviços como Google Drive, iCloud e licenças de software.
O aumento também afeta empresas que contratam serviços do exterior por remessa, como frete internacional, incluso no custo final de produtos importados. O imposto subiu de 0,38% para 3,5%, uma alta de quase 800%.
As empresas ainda passam a pagar mais IOF em empréstimos. A alíquota total subiu de 1,88% ao ano para até 3,95%. No Simples Nacional, vai de 0,88% para 1,95%.
De acordo com o Ministério da Fazenda, as mudanças ocorrem numa tentativa de elevar a arrecadação, com estimativa de aumento de até R$ 61 bilhões em 2026. Para equilibrar as contas orçamentárias, a equipe econômica anunciou um congelamento de R$ 31,3 bilhões nos cofres públicos.


