Lula pede aprovação da PEC da Segurança: “Problema mais grave do país”

Presidente falou em não “ferir a autonomia dos governadores”, mas destacou papel do governo federal

Leticia Martins, da CNN Brasil, São Paulo
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Durante a cerimônia em que o governo federal lançou as novas regras para emissão e renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), nesta terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a aprovação da PEC da Segurança, afirmando que o texto é essencial para enfrentar “o problema mais grave do país”.

Em seu discurso, ele ressaltou que a medida não pretende “ferir a autonomia dos governadores”, mas estabelecer com clareza a responsabilidade da União no tema.

“Nós vamos definir aonde é que a gente entra e como é que a gente entra, sem ferir a autonomia dos governadores. O que não dá é para não ter um papel relevante, sabe, do governo federal na questão da segurança pública”, afirmou Lula.

O presidente reforçou que a PEC é necessária para organizar atribuições e dar base jurídica a uma atuação mais coordenada entre União, estados e municípios.

“É por isso que eu queria pedir para os senadores, deputados, aprovar a chamada PEC da Segurança para saber se a gente tem uma definição do papel que hoje é o problema mais grave do país", disse.

O relatório do deputado Mendonça Filho (União-PE) para a proposta será apresentado oficialmente nesta quarta-feira (10) na comissão especial que trata do tema e deve ser votado na próxima semana.

Lula também destacou que combater o crime não deve ser sinônimo de violência do Estado. "Tem gente que acha que é tudo resolvido matar. Eu não acho. Eu acho que investir em inteligência, nas pessoas certas, no lugar certo, a gente não precisa de genocídio para enfrentar o banditismo.”

O presidente ainda mencionou a recente conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando discutiram a questão do combate ao crime organizado.

“Da mesma forma que eu liguei para o presidente Trump dizendo para ele que, se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. E mandei para ele no mesmo dia a proposta do que que nós queremos fazer", enfatizou.

*Sob supervisão de Renata Souza