Lula propõe Ministério da Segurança Pública; Bolsonaro critica decisão de Moraes

Petista encontrou governadores, e atual presidente, empresários; Ciro Gomes falou sobre “novo código de trabalho”, e Tebet garantiu Auxílio Brasil em R$ 600

Danilo Moliterno, da CNN, em São Paulo
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Os candidatos à Presidência que pontuam no agregador de pesquisas CNN/Locomotiva tiveram encontros com empresários e governadores nesta terça-feira (30).

Em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com os chefes dos Executivos de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e da Bahia, Rui Costa (PT), além Renan Filho (MDB), ex-governador de Alagoas; e Wellington Dias (PT), ex-governador do Piauí.

O ex-presidente propôs a criação do Ministério da Segurança Pública e de um Sistema Único de Segurança Pública a fim de tornar mais eficiente, entre outros pontos, a formação dos policiais militares.

“Nós estamos propondo a criação do Ministério da Segurança Pública, sem que haja nenhuma intervenção da política do estado. O que nós queremos é aumentar a participação da União, sem interferir naquilo que é obrigação do estado hoje”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o candidato Ciro Gomes (PDT) participaram de encontro com empresários, em Brasília.

Durante evento com a União Nacional do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília, Bolsonaro criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pela decisão contra empresários que apoiam seu governo. Ele ainda explicou que, para garantir o Auxílio Brasil com o valor atual, seu governo venderá estatais.

“A LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] é algo fixo? Não dá para mudar? Nós temos programa de, ao vender estatais, complementar isso aí. Vai conseguir vender. Vai ter R$ 600 no ano que vem”, disse o presidente.

Ciro compareceu ao mesmo encontro que Bolsonaro, mais cedo. Ele ainda participou de comício no Distrito Federal, durante a tarde, e transmitiu live, à noite. À Unecs, afirmou que pretende “aposentar” a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e propor um novo código do trabalho que corresponda ao mundo atual.

“A velha CLT não compreende mais o mundo das tecnologias digitais, home office, teletrabalho, informalidade e aplicativos. Pode se aposentar. Porém, a ideia de que nós temos que desregulamentar o trabalho é um equívoco estratégico mortal”, justificou Ciro, que elogiou a contribuição histórica da CLT.

A candidata Simone Tebet (MDB) cumpriu agenda no Vale do Paraíba, no interior paulista. Pela manhã, visitou as cidades de Taubaté, pela manhã, e São José dos Campos, à tarde. Durante a noite, participou de live com apoiadores. No interior paulista, a senadora afirmou que o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 está “garantido” para o ano de 2023.

“Então para o ano que vem os 600 reais estão garantidos. E a partir daí nós vamos fazer o Brasil voltar a crescer. A cada 1% do PIB que o Brasil cresce, nós arrecadamos cerca de 120 bilhões a mais. É o que a gente precisa para bancar transferência de renda, para fazer social”, disse.

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

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