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    Lula se oferece como mediador da crise com a Guiana para evitar presença dos EUA na região, dizem fontes

    Uma das principais preocupações do governo é que tensão leve norte-americanos a estabelecerem uma base militar na Amazônia que seria considerado um desastre para a diplomacia brasileira

    Raquel Landim

    Depois de se reunir com seus principais assessores Celso Amorim e Mauro Vieira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se oferecer para mediar a crise entre a Venezuela e a Guiana, segundo fontes do Itamaraty e do Planalto.

    Na reunião do Mercosul, Lula incentivou um fórum regional, a Comunidade dos Estados Latino-americano (Celac), a assumir o protagonismo, e disse que o Brasil poderia sediar as reuniões.

    A Celac, no entanto, está sendo presidida por San Vicente e Granadinas, um país que tem apoio dos dois lados, mas peso político inexpressivo. O mediador, portanto, seria o próprio Lula.

    Também é esperado alguma menção à crise na reunião do Mercosul, realizada hoje no Rio de Janeiro.

    Os contatos já começaram. O assessor de assuntos internacionais, Celso Amorim, esteve em Caracas e avisou Nicolás Maduro da contrariedade do Brasil. A missão, no entanto, é complicada, porque os venezuelanos realizaram o referendo de anexação do território da Guiana à revelia da corte internacional da ONU.

    O interlocutor do presidente da Guiana é o chanceler Mauro Vieira. Foi dele que os guianeses ouviram a promessa de apoio do Brasil contra a ameaça de invasão.

    Uma das principais preocupações do governo brasileiro é que essa tensão leve os Estados Unidos a estabelecerem uma base militar na Guiana, ou seja, na Amazônia. Se isso ocorrer, seria a primeira na região e considerado um desastre para a diplomacia brasileira.