Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mais chuvas no RS deixam governo em alerta; “pouca coisa” pode causar deslizamentos, diz ministro

    "Se chover 50 milímetros, já é possível desbarrancar a encosta", comentou Waldez Góes em entrevista coletiva neste sábado (11)

    Felipe de Souzacolaboração para a CNNCristiane Nobertoda CNN

    São Paulo e Brasília

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse neste sábado (11) que a previsão de novas chuvas no Rio Grande do Sul deixa o governo em alerta ainda maior, e que qualquer quantidade a mais pode provocar deslizamentos de terra.

    O Rio Grande do Sul recebeu um alerta de risco “muito alto” para eventos geo-hidrológicos, que incluem ocorrências como enchentes e deslizamentos, dado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    “Temos situações bem difíceis e desafiadoras. As terras nas áreas mais altas ficaram praticamente nuas próximas às estradas, e perderam a cobertura vegetal. Os técnicos disseram que pouca coisa causa deslizamentos. Se chover 50 milímetros, já é possível desbarrancar a encosta”, afirmou.

    O boletim do centro de monitoramento aponta que a Serra Gaúcha está em alerta para deslizamentos e quedas de barreira.

    Goés lembrou que o nível do rio Guaíba baixou, mas novas chuvas atingiram a região entre sexta-feira (10) e hoje.

    Até agora, 1.952.602 pessoas já foram afetadas de alguma forma pelas chuvas no estado. Góes disse que todo o trabalho ainda é muito delicado, e que o principal desafio no momento é o abastecimento de água.

    “O rio Guaíba deu uma abaixada, mas choveu ontem e hoje, e a gente não sabe como vai ficar. Então, fica o alerta e fica de olho na meteorologia para saber como vai ser daqui para frente”, acrescentou.

    O alerta do Cemaden destaca que as bacias hidrográficas do rio Uruguai, lago Guaíba, Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí e Camaquã encontram-se em situação crítica, podendo agravar ainda mais a condição de municípios nessas áreas.

    Até agora, 445 municípios foram afetados. Isso representa quase 90% de todo o Rio Grande do Sul.