Malafaia em ato de Bolsonaro: STF coloca censura nas redes sociais
Durante ato pela “Liberdade e Justiça”, pastor também chamou o ministro Alexandre de Moraes de "ditador"
O pastor Silas Malafaia disse neste domingo (29), em ato pela “Liberdade e Justiça” na avenida Paulista, em São Paulo, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o Supremo Tribunal Federal (STF) "coloca censura nas redes sociais".
"Eu não vim aqui fazer acusações levianas, primeiro que eu não sou criança, eu não vim aqui falar contra a honra, isso é calúnia e difamação, mas antes de chegar nele nós não podemos deixar de que, o STF acaba de dar um jeito de instituir a censura nas redes sociais", destacou Malafaia.
Malafaia questionou os critérios para definir o que deve ser apagado. Segundo ele, as regras são subjetivas e podem afetar a liberdade de expressão.
“O STF decide que as bigtechs e as plataformas serão obrigadas a remover conteúdos ofensivos sem a participação do judiciário. Significa que, a partir de agora as plataformas e big techs passam a fazer o papel do próprio Judiciário. Como disse um jornalista, o STF acaba de terceirizar a censura. Em nenhuma nação democrática do mundo uma plataforma decide o que é legal ou ilegal, ainda mais com tanta subjetividade", disse.
“O que é atentar contra as eleições? Quem são as plataformas para decidir o que significa atentar contra as eleições? Sabe qual é o jogo? Calar o povo brasileiro", continuou.
No início do discurso, o pastor também afirmou: "Quando a gente fala de Justiça Já, não podemos deixar de fora aquele que tem sido o ditador da toga, Alexandre de Moraes.”
No ato na Paulista de hoje, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou, por volta das 14h.
Aliados do ex-presidente movimentaram as redes sociais nas últimas semanas convocando apoiadores. O evento é organizado pelo pastor Silas Malafaia e conta com a presença de governadores e parlamentares de direita de vários estados.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu parte dos políticos no Palácio dos Bandeirantes com Bolsonaro, na manhã deste domingo, e publicou uma foto nas redes sociais.
A CNN procurou o STF sobre o ato e aguarda retorno.
Parlamentares
Ao todo, sete senadores confirmaram presença no ato. Veja lista:
- Eduardo Girão (NOVO-CE)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Magno Malta (PL-ES)
- Welington Fagundes (PL-MT)
- Flavio Bolsonaro (PL-RJ)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Marcos Rogério (PL-RO)
Além disso, mais de 30 deputados federais devem ir ao ato. Veja a relação completa:
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
- Bia Kicis (PL-DF)
- General Pazuello (PL-RJ)
- Rodolfo Nogueira (PL-MS)
- José Medeiros (PL-MT)
- Caveira (PL-PA)
- Miguel Lombardi (PL-SP)
- Maurício do Vôlei (PL-MG)
- Allan Garcês (PP-MA)
- Gustavo Gayer (PL-GO)
- Márcio Alvino (PL-SP)
- Dr. Jaziel (PL-CE)
- Nicoletti (UNIÃO-RR)
- Zucco (PL-RS)
- Adilson Barroso (PL-SP)
- Coronel Tadeu (PL-SP)
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
- Eros Biondini (PL-MG)
- Messias Donato (REPUBLICANOS-ES)
- Fernando Rodolfo (PL-PE)
- Dr. Fernando Máximo (UNIÃO-RO)
- Altineu Côrtes (PL-RJ)
- Sargento Fahur (PSD-PR)
- General Girão (PL-RN)
- Evair Vieira de Melo (PP-ES)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Clarissa Tércio (PP-PE)
- Marco Feliciano (PL-SP)
- Sanderson (PL-RS)
- Rodrigo Luigi da Zaeli (PL-MT)
- Capitão Alden (PL-BA)
- Sargento Gonçalves (PL-RN)
- João Carlos Bacelar (PL-BA)
- Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE)
- Ricardo Guidi Zanatta (PL-SC)
- Junio Amaral (PL-MG)
*Publicado por João Scavacin


