Marina será candidata a deputada federal, não a vice de Haddad, diz coordenador da campanha de Lula

Aliados ouvidos pela CNN dizem aguardar aproximação da ex-ministra do Meio Ambiente com Lula

Marina Silva, da Rede Sustentabilidade
Marina Silva, da Rede Sustentabilidade Estadão Conteúdo

Tainá FalcãoVictória Cócoloda CNN

Em São Paulo

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O líder da oposição no Senado e um dos coordenadores de campanha do ex-presidente Lula, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse nesta terça-feira (21) que a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), será candidata à deputada federal e não vice de Fernando Haddad (PT), como cogitaram petistas.

Randolfe está em São Paulo para o lançamento das diretrizes de governo da chapa Lula-Alckmin.

A Rede declarou apoio a Haddad. O ex-prefeito de São Paulo foi procurado pela CNN, mas ainda não comentou a declaração de Randolfe.

Aliados ouvidos pela CNN aguardam uma aproximação de Marina Silva com ex-presidente Lula, para que ela esteja no palanque da disputa à Presidência.

O programa petista traz um aceno para que esse movimento ocorra. Marina não fez sugestões personalizadas, mas foi contemplada com medidas de preservação ao meio ambiente, como a meta de desmatamento zero. Randolfe Rodrigues lembrou que o entendimento fez parte da gestão de Marina como ministra.

Depois de concluir viagens ao Nordeste, a expectativa é de que Lula vá ao Norte do país, com passagens pelo Amapá e Amazonas. Até lá, aliados esperam oficializar apoio de Marina ao ex-presidente.

O ex-prefeito de São Paulo afirmou que as conversas sempre foram para ter o apoio da Rede e admitiu que algumas lideranças do PT manifestaram interesse em ter Marina como vice.

Procurada pela CNN, Marina afirmou que ainda está decidindo como irá dar sua “contribuição” nas eleições deste ano. “A forma como irei dar minha contribuição nas eleições de 2022 ainda está na fase de decisão a ser anunciada por mim em momento oportuno. Amanhã (22) viajo a Portugal para, ao lado de outras lideranças, representar o nosso país na agenda de comemorações dos 200 anos de Independência do Brasil. No retorno, à luz dos cenários políticos postos e das minhas reflexões, eu me pronunciarei sobre minhas decisões”, afirmou a ex-senadora.

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