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    Marina Silva leva a Davos mensagem de defesa da democracia e da sustentabilidade

    Ministra reforçará a busca por recursos financeiros para a preservação ambiental no Brasil

    Iuri Pitta

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alinhou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) duas mensagens-chave para levar, ao lado do titular da Fazenda, Fernando Haddad, aos participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça): economia e sustentabilidade vão andar juntas no governo, e a democracia brasileira está sólida, apesar dos atos criminosos ocorridos em 8 de janeiro que destruíram as sedes dos Três Poderes da República.

    A própria escalação de Haddad e Marina como representantes do governo brasileiro, na avaliação de interlocutores da ministra, tem o simbolismo de mostrar o quanto a agenda ambiental está conectada com a econômica. Para a titular do Meio Ambiente, o Brasil ficou para trás em relação à prioridade dada à sustentabilidade em países desenvolvidos, em especial os europeus.

    “Marina vai ter protagonismo para reforçar a solidez da nossa democracia e para mostrar que, sem sustentabilidade, o atual modelo de desenvolvimento econômico está fadado ao fracasso”, diz Giovanni Mockus, dirigente da Rede Sustentabilidade, partido da ministra.

    Marina tem agenda cheia entre segunda e quinta-feira no Fórum Econômico Mundial. Em Davos, ela também reforçará a busca por recursos financeiros para a preservação ambiental no Brasil. Recentemente, foi reaberto o Fundo Amazônia, financiado por Alemanha e Noruega –há a expectativa de que o Reino Unido também passe a fazer parte dessa parceria.

    No esforço de demonstrar a nova postura do Brasil em relação à agenda ambiental, Marina definiu a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Falta a definição de outro órgão fundamental da pasta, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    O deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP) assumirá o Ibama oficialmente em fevereiro, após encerrar o mandato na Câmara, mas já tem buscado informações sobre a situação do órgão. Formado em biologia e direito, Agostinho presidiu a Frente Parlamentar Ambiental e foi um dos principais críticos das políticas do setor durante o governo Jair Bolsonaro (2019-2022).